Eu não consegui parar de sorri. Tinhamos saído do prédio — onde eu tive que fazer mais um dos exercícios de respiração para descer pelo elevador —, e fomos para a casa dos meus pais. Anthony me disse que queria fazer tudo certo dessa vez e tudo começaria com uma conversa com meu pai. Meu estômago se revirou em pura ansiedade quando me vi em frente ao casarão de dois andares dos meus pais. — Vai ficar tudo bem — falou Anthony ao meu lado, entrelaçando os dedos nos meus. A campainha tocou em um "Tum dum", e nós aguardamos. Charlie, descabelado e com o corpo sujo de tinta, nos saudou na porta. — Tio Anthony! — ele sorriu para o homem ao meu lado — Veio brincar comigo? Invisível, entendi. — Quem sabe depois? Eu vi conversar com seus pais — falou Anthony —, eles estão? — Sim, e

