Violeta Minha irmã, centímetros mais baixa do que eu, pegou em minhas mãos e sussurrou baixinho. — Tem algum outro lugar que podemos conversar? — os seus olhos percorreram a sala para ver se ninguém estava bisbilhotando ou chegando. — Vamos para a biblioteca. Venha. — Peguei nas suas mãos, e como duas pessoas que guardava um assassinato, levei-a até a biblioteca. O lugar era um dos meus preferidos, quando Olga pedia para mim fazer alguma coisa aqui. Quando eu estava a cargo de empregada ainda, amava cada segundo que passava no cômodo. As prateleiras de mogno estavam repletas de livros raros e preciosos, cada um deles encadernado à mão, com letras douradas nas lombadas. Uma lareira crepitante em um canto da sala adicionava uma sensação de aconchego ao ambiente, contrastando com a gran

