CAPÍTULO 5

1246 Palavras
Allan... - doutor Schumtz, a paciente do 302 teve uma melhora, continuamos com a medicação ou podemos parar?- uma das enfermeiras pergunta. Entrego o prontuário para ela. - o que está escrito aqui?- pergunto. Ela passa o olho é me encara calada. - eu te fiz uma pergunta!- digo sério. Ela abaixa a cabeça. - para ela ser medicada com uma semana!- ela diz baixo. Suspiro. - então porque está me fazendo essa pergunta?- pergunto olhando para ela. Ela força um sorriso. - me desculpa, não irei mais incomodar o senhor!- ela diz dando as costas é voltando a andar. Fecho os olhos é suspiro. Pego o prontuário de uma das minhas pacientes favoritas, uma menina com câncer, ela é uma garota incrível, tem cinco anos é luta com toda garra para sobreviver. Abro a porta do quarto dela. - bom dia para minha paciente favorita!- digo sorrindo. Ela levanta a cabeça para me olhar. Ela da um sorriso fraco. - bom dia, doutor!- ela diz com a voz falha. Caminho até a cama dela. - como você está se sentindo hoje? Está Melhor?- pergunto. - estou com dor, com muita dor!- ela diz quase fechando os olhos. Coloco a mão na testa dela é noto que ela está com muita febre. - MARIANA!- grito. Logo a enfermeira abre a porta. - aplique morfina na veia dela!- digo preocupado. A muito tempo ela não reclamava de dor é ficava tão abatida assim. - você tem certeza?- ela pergunta. - faça o que eu estou mandando!- digo sem paciência. Ela concorda com a cabeça. Sento na cadeira ao lado da cama dela. Pego suas pequenas mãozinhas. - tio!- ela diz abrindo os olhos. Levanto a cabeça. - sim, meu bem?- digo. Ela me olha nos olhos. - eu vou morrer?- ela pergunta. Fico sem saber o que falar, é agora? O quadro dela é totalmente instável é eu não sei nada sobre o futuro dela. - Alicia, você tem que confiar no papai do céu!- digo. Ela abaixa o olhar. - eu não quero morrer, tio!- ela diz deixando as lágrimas rolarem. Aperto a mão dela. - vai ficar tudo bem, eu prometo!- digo com todo o resto de fé que me sobra. Logo a enfermeira entra na sala. - vou cuidar de você, mocinha!- ela diz com um sorriso no rosto. . . . Bebo um pouco de café é passo a mão por minha testa. - cansado?- doutora Isabela pergunta ficando ao meu lado. Forço um sorriso. - um pouco!- digo a encarando. Doutora Clarisse é uma mulher bonita, tem o corpo magro, levemente torneado, cabelos longos é loiros, olhos verdes como folha seca é o rosto delicado. Ela já se insinuou para mim diversas vezes, mas eu não gosto de confundir as coisas, s**o casual e sempre muito bom, mas não com uma pessoa que você vai ver ver todo dia, até porque as coisas acabam sendo confundida. - você tem que descansar, você é o dono disso tudo, não tem que trabalhar o tempo todo!- ela diz passando a mão em meu ombro. Olho para a mão dela é para o rosto dela. - Alicia está doente demais, não quero deixar ela sozinha!- digo sério. Ela revira os olhos. - ela não é sua filha Allan!- ela diz colocando a mão na cintura. A encaro sem acreditar no que ela está dizendo. - eu vou voltar para o meu trabalho, espero que você faça o mesmo!- digo dando as costas. . . . Tiro meu jaleco é jogo água em meu rosto. Só quero chegar em casa, comer alguma coisa é descansar o máximo que puder. Pego minha pasta é saio da minha sala. - o doutor já vai embora?- uma enfermeira pergunta. Afirmo com a cabeça. Ela me olha com um olhar nervoso. - tudo bem?- pergunto. Ela junta as mãos. - chegou uma menina com intoxicação alimentar, ela não para de vomitar!- ela diz. Suspiro é fecho os olhos. - vocês não podem resolver?- pergunto. - eu sou nova aqui, ela está quase rocha!- ela diz. Concordo com a cabeça. - tudo bem!- digo a seguindo. Ela para na porta do quarto 102 é abre a porta. Me assusto ao ver a menina. - quem é ela?- pergunto assustado. Ela se parece com a menina dos meus sonhos. Idêntica. Mesmo rocha eu a conheço. - o nome dela é Ana!- a enfermeira diz. - salva minha neta doutor!- uma senhora diz chamando minha atenção. Concordo com a cabeça. - ela vai ter que tomar um pouco de soro é fazer uma lavagem estomacal, tudo bem?- pergunto. A enfermeira é a senhora concordam. Caminho até a cama aonde a menina está deitada, com o rosto inchado é bem rocha. - você vai ficar bem!- digo olhando o rostinho meigo dela. . . . - você sabia que você se parece com meu pai?- ela pergunta enquanto chupa um pirulito. Junto as sobrancelhas. - é mesmo?- pergunto. Ela assente com a cabeça. - sim, porque você é loiro!- ela diz olhando para meus cabelos. Dou risada. - você é uma gra..- começo a falar mas sou interrompido pelo barulho da porta se abrindo. Ela da um sorriso largo. - mamãe!- ela grita. Olho em direção a porta. Agora que eu estou confuso mesmo. Não é possível. Por que Deus escolheu me ferrar tanto mentalmente. - meu amor!- a tal moça diz indo até a cama. Ela é a mãe da minha filha. Quer dizer, filha dela. - eu estou bem mãe, não precisa chorar!- ela diz passando a mão pelos longos cachos da mãe. Parece até um sonho. Meus sonhos. - o tio Allan me deu um pirulito do chaves, olha!- ela diz mostrando o pirulito para a mãe com um grande sorriso. Ela da um sorriso fraco. - é você agradeceu a ele?- ela pergunta. Ela assente com a cabeça. - sim mamãe!- ela diz ainda sorrindo. Ela tem um lindo sorriso. Assim como o da mãe. Mas elas não se parece tanto fisicamente, a garota é bem loira é tem olhos azuis. - obrigada doutor!- ela diz finalmente me olhando. É como se ela se sentisse abalada com minha presença, eu só não sei o porque. - preciso conversar um pouco com você, tudo bem?- pergunto. Ela concorda com a cabeça. - vou alí é já volto!- ela diz beijando o rosto da filha. Abro a porta do quarto pra que ela saia é saio logo depois. - é alguma coisa grave?- ela pergunta parando. Balanço a cabeça. - não, ele vai ficar bem, foi só uma comeu algo que acabou fazendo m*l pra ela!- digo. - que bom!- ela diz tímida. Ela me encara por alguns instantes sem falar nada. Ela é como nos meus sonhos. Tímida, com os olhos lindos é penetrante. Tem o corpo quente, sei disso sem nem toca-la. Sua boca grande é carnuda me faz ter v*****e de possui-la. Balanço a cabeça para afastar aqueles pensamentos. - eu receitei alguns remédios para ela tomar, acho que amanhã ela já vai estar muito boa!- digo entregando um papel para ela. Ela passa o olho por alguns instantes. - muito obrigada, não sei o que seria da minha filha sem você!- ela diz olhando em meus olhos. Sorrio. - não fiz mais que minha obrigação.. Como médico!- digo sério. Ela da um sorriso fraco é coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha. De onde surgiu essa mulher?
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