Allan...
- doutor Schumtz, a paciente do 302 teve uma melhora, continuamos com a medicação ou podemos parar?- uma das enfermeiras pergunta.
Entrego o prontuário para ela.
- o que está escrito aqui?- pergunto.
Ela passa o olho é me encara calada.
- eu te fiz uma pergunta!- digo sério.
Ela abaixa a cabeça.
- para ela ser medicada com uma semana!- ela diz baixo.
Suspiro.
- então porque está me fazendo essa pergunta?- pergunto olhando para ela.
Ela força um sorriso.
- me desculpa, não irei mais incomodar o senhor!- ela diz dando as costas é voltando a andar.
Fecho os olhos é suspiro.
Pego o prontuário de uma das minhas pacientes favoritas, uma menina com câncer, ela é uma garota incrível, tem cinco anos é luta com toda garra para sobreviver.
Abro a porta do quarto dela.
- bom dia para minha paciente favorita!- digo sorrindo.
Ela levanta a cabeça para me olhar.
Ela da um sorriso fraco.
- bom dia, doutor!- ela diz com a voz falha.
Caminho até a cama dela.
- como você está se sentindo hoje? Está Melhor?- pergunto.
- estou com dor, com muita dor!- ela diz quase fechando os olhos.
Coloco a mão na testa dela é noto que ela está com muita febre.
- MARIANA!- grito.
Logo a enfermeira abre a porta.
- aplique morfina na veia dela!- digo preocupado.
A muito tempo ela não reclamava de dor é ficava tão abatida assim.
- você tem certeza?- ela pergunta.
- faça o que eu estou mandando!- digo sem paciência.
Ela concorda com a cabeça.
Sento na cadeira ao lado da cama dela.
Pego suas pequenas mãozinhas.
- tio!- ela diz abrindo os olhos.
Levanto a cabeça.
- sim, meu bem?- digo.
Ela me olha nos olhos.
- eu vou morrer?- ela pergunta.
Fico sem saber o que falar, é agora? O quadro dela é totalmente instável é eu não sei nada sobre o futuro dela.
- Alicia, você tem que confiar no papai do céu!- digo.
Ela abaixa o olhar.
- eu não quero morrer, tio!- ela diz deixando as lágrimas rolarem.
Aperto a mão dela.
- vai ficar tudo bem, eu prometo!- digo com todo o resto de fé que me sobra.
Logo a enfermeira entra na sala.
- vou cuidar de você, mocinha!- ela diz com um sorriso no rosto.
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Bebo um pouco de café é passo a mão por minha testa.
- cansado?- doutora Isabela pergunta ficando ao meu lado.
Forço um sorriso.
- um pouco!- digo a encarando.
Doutora Clarisse é uma mulher bonita, tem o corpo magro, levemente torneado, cabelos longos é loiros, olhos verdes como folha seca é o rosto delicado.
Ela já se insinuou para mim diversas vezes, mas eu não gosto de confundir as coisas, s**o casual e sempre muito bom, mas não com uma pessoa que você vai ver ver todo dia, até porque as coisas acabam sendo confundida.
- você tem que descansar, você é o dono disso tudo, não tem que trabalhar o tempo todo!- ela diz passando a mão em meu ombro.
Olho para a mão dela é para o rosto dela.
- Alicia está doente demais, não quero deixar ela sozinha!- digo sério.
Ela revira os olhos.
- ela não é sua filha Allan!- ela diz colocando a mão na cintura.
A encaro sem acreditar no que ela está dizendo.
- eu vou voltar para o meu trabalho, espero que você faça o mesmo!- digo dando as costas.
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Tiro meu jaleco é jogo água em meu rosto.
Só quero chegar em casa, comer alguma coisa é descansar o máximo que puder.
Pego minha pasta é saio da minha sala.
- o doutor já vai embora?- uma enfermeira pergunta.
Afirmo com a cabeça.
Ela me olha com um olhar nervoso.
- tudo bem?- pergunto.
Ela junta as mãos.
- chegou uma menina com intoxicação alimentar, ela não para de vomitar!- ela diz.
Suspiro é fecho os olhos.
- vocês não podem resolver?- pergunto.
- eu sou nova aqui, ela está quase rocha!- ela diz.
Concordo com a cabeça.
- tudo bem!- digo a seguindo.
Ela para na porta do quarto 102 é abre a porta.
Me assusto ao ver a menina.
- quem é ela?- pergunto assustado.
Ela se parece com a menina dos meus sonhos.
Idêntica.
Mesmo rocha eu a conheço.
- o nome dela é Ana!- a enfermeira diz.
- salva minha neta doutor!- uma senhora diz chamando minha atenção.
Concordo com a cabeça.
- ela vai ter que tomar um pouco de soro é fazer uma lavagem estomacal, tudo bem?- pergunto.
A enfermeira é a senhora concordam.
Caminho até a cama aonde a menina está deitada, com o rosto inchado é bem rocha.
- você vai ficar bem!- digo olhando o rostinho meigo dela.
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- você sabia que você se parece com meu pai?- ela pergunta enquanto chupa um pirulito.
Junto as sobrancelhas.
- é mesmo?- pergunto.
Ela assente com a cabeça.
- sim, porque você é loiro!- ela diz olhando para meus cabelos.
Dou risada.
- você é uma gra..- começo a falar mas sou interrompido pelo barulho da porta se abrindo.
Ela da um sorriso largo.
- mamãe!- ela grita.
Olho em direção a porta.
Agora que eu estou confuso mesmo.
Não é possível.
Por que Deus escolheu me ferrar tanto mentalmente.
- meu amor!- a tal moça diz indo até a cama.
Ela é a mãe da minha filha.
Quer dizer, filha dela.
- eu estou bem mãe, não precisa chorar!- ela diz passando a mão pelos longos cachos da mãe.
Parece até um sonho.
Meus sonhos.
- o tio Allan me deu um pirulito do chaves, olha!- ela diz mostrando o pirulito para a mãe com um grande sorriso.
Ela da um sorriso fraco.
- é você agradeceu a ele?- ela pergunta.
Ela assente com a cabeça.
- sim mamãe!- ela diz ainda sorrindo.
Ela tem um lindo sorriso.
Assim como o da mãe.
Mas elas não se parece tanto fisicamente, a garota é bem loira é tem olhos azuis.
- obrigada doutor!- ela diz finalmente me olhando.
É como se ela se sentisse abalada com minha presença, eu só não sei o porque.
- preciso conversar um pouco com você, tudo bem?- pergunto.
Ela concorda com a cabeça.
- vou alí é já volto!- ela diz beijando o rosto da filha.
Abro a porta do quarto pra que ela saia é saio logo depois.
- é alguma coisa grave?- ela pergunta parando.
Balanço a cabeça.
- não, ele vai ficar bem, foi só uma comeu algo que acabou fazendo m*l pra ela!- digo.
- que bom!- ela diz tímida.
Ela me encara por alguns instantes sem falar nada.
Ela é como nos meus sonhos.
Tímida, com os olhos lindos é penetrante.
Tem o corpo quente, sei disso sem nem toca-la.
Sua boca grande é carnuda me faz ter v*****e de possui-la.
Balanço a cabeça para afastar aqueles pensamentos.
- eu receitei alguns remédios para ela tomar, acho que amanhã ela já vai estar muito boa!- digo entregando um papel para ela.
Ela passa o olho por alguns instantes.
- muito obrigada, não sei o que seria da minha filha sem você!- ela diz olhando em meus olhos.
Sorrio.
- não fiz mais que minha obrigação..
Como médico!- digo sério.
Ela da um sorriso fraco é coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha.
De onde surgiu essa mulher?