Hanoar desceu as escadas sentindo as veias da testa saltadas de dor, queimava em ressaca e sentia a garganta seca pelo álcool de má qualidade sorvido na noite passada. E diferente do que muitos falam, nunca se esquecera de nenhuma bebedeira de sua vida, nem mesmo daquela fatídica noite onde arranjou uma noiva. — Ora, muito bom dia! — Delfine, a rechonchuda de cabelos brancos e bochechas rosa, sorria abertamente para o homem de passadas pesadas, que ainda socava os beirais da camisa de um jeito torto dentro da calça amassada. — Meus parabéns, meu senhor! Vais casar! Bravo olhou para Ira que sorria segurando sua xícara, buscando encher outra para o irmão. Ele coletou o pote, levou-o ao alto como um gesto de agradecimento e se sentou. Quando este estava para encostar a caneca fumegante nos

