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2257 Palavras

Depois que sai correndo da casa de Alberto, caminhei por horas pelas ruas do Rio de Janeiro e de repente, me vi em uma praia, sentada na areia e olhando o vai, e vem das ondas, as palavras de Alberto giravam em minha cabeça como um redemoinho. … Você não é a culpada, Valquíria! … Por Deus, você era apenas uma criança! … Ele era o adulto, ele podia ter dito não! … Sua mãe mentiu, ela se enganou… Então eu me lembro de que nunca mais fui vê-lo, ela nunca me permitiu. … Não se atreva a visitá-lo, sua assassina de merda! … Ele deve estar odiando você agora. As lágrimas voltam a romper e inundam os meus olhos. Puxo a respiração com força e seco as minhas lágrimas uma por uma. … Você não teve culpa! … Você não teve culpa! … Você não teve culpa! — Eu não tive culpa — repito as palavras

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