Capítulo 01

1307 Palavras
- Acha melhor assim? - Levanto da cadeira. - Melhor como? Jones abre a boca, fecha, e abre de novo. - Eu sou a melhor violinista desse grupo! - Jogo a cadeira para o lado. - Vou em  cada evento e nunca. NUNCA PERCO A MALDITA HORA! - Talvez Emma, você não seja tão boa assim! - Jones berra.  Minha raiva é tanta por ter sido demitida, que acerto um soco na boca dele, minha mão pega em cheio nos dentes grandes e tortos daquela boca f**a.  Um par de mãos me puxam para trás, as cegas agarro meu violino. Do lado de fora outro segurança me agarra. - Emma. - Um deles me conhece . - Emma, vou te levar para a delegacia agora. Ainda me lembro quando entrei em uma, era estranha e apagada, depois disso jurei nunca precisar entrar e ter que dormir, ou nem para visitas. O segurança é amigo da minha mãe. Não sei bem o nome dele, prefiro chamá - lo de tio. Fica bem mais fácil. Observo o carro dar partida, virar a rua e pegar a principal, ele para em um sinal fechado. - Abre a porta e sai do carro. - Ele olha pelo retrovisor. - mas ... - Olha garota. Sei o que você significa para a sua mãe e para o Long. E Jones não apanhou nem um terço do que merece. Então tira a sua b***a magra do meu carro agora mesmo. Agarro meu violino ainda pasma com a situação e abro a porta.  - A gente vai se ver ainda. Ah, limpa esse sangue na sua mão - Ele arranca com o carro. O sol alto e a caminhada de quase uma hora a pé me deixa furiosa. Meu carro ficou lá, velho, mas ainda assim seria usado com muito prazer. Agarro meu violino e encaro a vida.  - Pelo menos ainda estou viva. - Tomo impulso e atravesso a rua. Talvez. Só talvez. Fosse melhor eu sair de Londres, procurar um lugar pequeno, com gente comum, ao invés de querer estar sempre no meio de gente grande, tentando ser o que no fundo não sou. Importante. Conto mentalmente as pessoas que passam por mim, o número de carros da mesma cor, as lojas que vendem praticamente a mesma coisa, até que um desses carros faz a volta e aparece na minha frente, freia e abre o vidro. - Que susto garota. - Bato no carro. - Não faz meu tipo perseguir garotas por aí. - Eloise tira o óculos de sol. - Entra. Vou te levar em casa. Vai logo. Eloise sabe que canta tão m*l quanto eu. Mas ela insiste em me mostrar o quanto pode enlouquecer alguém todos os dias. Ela canta, canta mais alto e tira a cabeça para fora do carro.  - Muito obrigado.- Desço do carro. - Espera. Emma.  - Elo. É muito ruim... - Vamos entrar. - Ela passa na minha frente. - Vamos   limpar essa mão. Observo minha melhor amiga rica estacionar o carro e entrar na minha humilde casa caindo aos pedaços. Entramos em silencio e quando bato a porta ela me encara. - Eu ainda tenho vergonha de te trazer aqui. - Deposito meu violino no sofá. - Eu não. Gosto das coisas aqui. São praticas. Você tem o que precisa e pronto. Na minha casa tem gente andando o tempo todo. Ninguém para conversar e é sempre fria. - Seu pai... - Não pode sair ainda. Um dia vai entender Emma. - Eloise senta no sofá. - E aí? - Fui demitida. - Mordo o lábio. - Jones disse que uma tal de Marinna estava se saindo melhor e pronto. - Não...- Eloise fica alerta. - Quando vai contar tudo para a sua mãe? - É muito delicado Elo. Fiz o Long guardar segredo e prometi levar para o túmulo. - Não é justo levar tudo sozinha Emma. Você tem uma mãe. Olha só para você. Ainda somos jovens. Quero dizer... Você deveria estar visitando o mundo, não eles.. Vou até a pia e começo a lavar a mão, parte do sangue não é meu, oque me dá nojo, Só tive arranhões leves, daqueles dentes tortos e amarelos. - Vou sair da cidade. - Corto o discurso dela. - Para onde? Sair por aí sem rumo? - Ela começa a ficar apavorada. - Ainda não sei. Tenho um dinheiro guardado, dá para comprar um lugar pequeno, e me manter até arranjar um emprego. - Eu pedi as contas. - Ela desata a rir. - Porque está rindo? - Ora porque? Porque estamos livres Emma. Semana que vem tenho que voltar para a minha família. Meu tio vai dar uma festa. Na verdade foi a esposa dele. - Em homenagem á? - Meu avô. Ele dava um baile todo ano. Tivemos parados por causa da reforma, mas esse ano retomamos. - Eloise pula na minha frente. - É a sua chance de viajar. Diz que sim, diz que sim. - Vou pensar Elo. Vou pensar. ******** Hospital Central de alguma Cidade de Londres... As exatas dez horas da noite um homem dá entrada no hospital de Londres. Tem uma facada no peito e outras duas na barriga. Alguém o deixara ali, provavelmente achou que estava morto ou quase.  Os médicos percebem um papel na mão dele, com nomes, datas e instrumentos na frente. Alguém tentou o m***r por algum motivo.  - Ela. - Ele diz coisas desconexas. - Ela quem?  - o médico se aproxima. - Ela queria....  O médico enterra a mão no bolso da blusa do homem, tira a carteira e lê em voz alta; - Jones.. Jones Willber. Ela quem, queria o quê? - Ela queria... Brava... Eu...  E então ele perde a consciência.  - Preparem a mesa de cirurgia! - O médico grita. - Informem a policia que temos uma tentativa de homicídio. Vamos! ******* - Você é bailarina Eloise. A mais talentosa que já conheci. - Sento no sofá e jogo uma coberta para ela. - Ainda vou conhecer meu ruivo querida amiga. - Ela fecha os olhos. - Ed Sheeran. Acha mesmo que ainda vai bater com ele por aí? - Tomo um gole do meu chocolate quente. - Já ouviu falar em destino? - Ela abre os olhos de uma vez. - Eu sempre soube que.... O Notebook dela começa a tocar, e lá no canto superior aparece uma cabeça. Pulo do sofá com o coração a mil e me escondo na parte escura da sala. - Eloise onde estava? - A voz dele é um tanto macia. - Estou na casa da minha amiga, tomando chocolate quente, e Você? - Ela mostra a caneca. - Em casa, preparando a festa. -Ele responde. - Tenho uma noticia. - O que? - Alex vai. - Ele passa a falar baixo. - Na verdade já esta aqui e quer falar com você. - Então deixe que fale. Só não sei se vou ser tão legal com ele. Os dois continuam falando, mas uma coisa me tira a total percepção. Ele sorriu para ela, e isso me deixa de alguma forma, estranha. Sim, é como se o sorriso fosse para mim, tão aberto e... - Lindo. - Falo alto de mais. - Emma? - Eloise vira, fechando o computador. - O que disse? - Eu? Hã. Nada... o baile sabe.... Deve ser lindo de morrer. - Deixo a caneca cair, por sorte já esta vazia. - Confirmei sua presença. Por favor, meu ex vai estar lá.– Ela pula na minha frente. — Diz que sim. – Além de pular ainda prolonga o sim, afinando a voz. - Tudo bem Elo. Conte comigo... **************************************************** Adivinha quem voltou??????? Estavam com saudades de Willisburgo??? Eu também. Quem gostou dá um joinha aí e comenta também. É muito importante para nós escritores.. Beijokkas....
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