Liz O segundo mês do Theo não era apenas cansaço; era uma névoa densa de café morno e o cheiro doce de amaciante de bebê que parecia ter grudado na minha própria pele. Eu vivia em um fuso horário particular, onde o mundo lá fora não passava de um vulto através da cortina. Naquela manhã de terça-feira, o peso do mundo estava nos meus ombros. Mas, ao ajeitar Theo no trocador, o tempo parou. A luz do sol iluminou as dobrinhas novas das coxas dele — o mapa físico de que ele estava florescendo sob o meu cuidado, apesar da minha exaustão. E então, aconteceu. Não foi um reflexo de gases. Theo fixou os olhos castanhos nos meus, tão profundos que pareciam ler minha alma, e esticou os lábios em uma curva banguela e perfeita. Meu coração deu um solavanco de pura adrenalina. — Alex! Vem aqui agora

