A linha falhou depois de um barulho, como se o telefone caísse no chão. Meu coração desacelerou e começou a bater com força, como se não houvesse sangue o suficiente: — Pai? — chamei. Não houve resposta, desliguei a chamada depressa. — O que aconteceu? — Raquel perguntou preocupada, era perceptível pela forma com a qual ela me olhava. — Meu pai está morrendo. Isso que aconteceu. — respondi com um longo suspiro e guardei o celular no bolso de novo. — Preciso ir para Granada, agora. — Te ajudo nisso. — deu um sorriso fraco, motivador, do tipo que as pessoas dão quando alguém morre. Já vi esse filme e dessa vez não é diferente, só o que muda é quem vai dar esse sorriso e por qual pessoa. Não interessa quanto tempo passe, as pessoas continuam pensando que isso ajuda. Seria cômico, se não

