11 DE MAIO DE 2015 – QUARTA—FEIRA 10:00h — Levanta, Enrique, eu tenho que ir trabalhar e você tem que vir comigo. — Raquel puxou meu braço com a delicadeza de um tiranossauro enquanto eu permanecia de olhos fechados fingindo estar dormindo. — Eu sei que você está acordado. — Não ligo. Não vou fazer terapia nem que me paguem, pelo contrário, sou eu que pago. — puxei meu braço de volta ignorando—a. — Prefere continuar doente? — ela quase gritou, escutei seus pés baterem no chão enquanto eu puxava um travesseiro para jogar em cima dos meus ouvidos. — Quem nunca viu o melhor amigo morto andando que atire a primeira pedra. — insisti, meus lábios se curvaram em um sorriso contido, não tão discreto quanto eu queria. — Você vai morrer apedrejado. — Raquel riu deitando em cima de mim, acompa

