— Eu queria tanto ser saudável... mas olha essa panqueca recheada. — Raquel encarou o prato enorme com amor. — E agora aquele mato. — sussurrou e mexeu a cabeça discretamente para a mesa ao lado. Um casal e duas crianças estavam se entupindo de salada, não tinha nada que não fosse verde. Fiz uma cara de nojo e dei meus pêsames mentalmente para a felicidade daqueles pequenos humanos, que observavam todos ao redor com um hamburger, uma torta, etc: — Sem infância. — balancei a cabeça em negação. — Disfarça, Enrique! — Raquel me repreendeu. — Eu estou disfarçando, mais que isso só um agente da CIA. — dei uma piscadela e comi um pedaço da minha torta. — Oh, Jesus... — fechei os olhos aproveitando a sensação. Virei para o lado. — Vocês não sabem o que estão perdendo. As crianças se viraram

