Chapter 21

2444 Palavras

CAPÍTULO VINTE E UM Kyra estava instável na pequena jangada, observando o lento e preto rio a passar por baixo dela, serpenteando o seu caminho em silêncio em direção às profundezas das trevas. A criatura atrás dela mantinha a cabeça baixa e arrastava a sua estaca ao longo do chão do rio, com o som do delicado salpicar a ser o único que pontuava o denso e sombrio silêncio. Cada mais entrava em Marda, mais a sua sensação de desconforto se aprofundava. Ela sentia-se como se estivesse a ser levada num cortejo fúnebre para a sua morte. O ar ali era quente e húmido, agarrando-se a ela como cola. O céu estava preso no crepúsculo e o único som naquela terra era o das explosões distantes dos vulcões, do assobio dos fluxos de lava que atravessavam as ladeiras negras das montanhas. Esta terra era

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