Os dias seguintes amanheceram cinzentos em Alure, com o céu coberto por nuvens que anunciavam o início do outono. Sarah caminhava todas as manhãs com o casaco fechado até o pescoço, o cabelo preso em um coque simples e a mente organizada como uma planilha. Depois de deixar Henrique na creche do hotel, seguia direto para o vestiário e iniciava a rotina de higienização do corredor térreo. Aos poucos, já conhecia os nomes dos seguranças, dos recepcionistas e até de alguns hóspedes habituais que lhe acenavam educadamente quando a viam varrendo o lobby. Naquela segunda-feira, terminou seu turno pela manhã e, como de costume, atravessou o hall para o refeitório. Parou um segundo para observar o jardim interno do hotel envidraçado: um pequeno espaço circular, com bancos de madeira e árvores enfe

