Ele sentou no meu colo, uma perna de cada lado do meu corpo.
— Essa foi à coisa mais linda que alguém já me disse. Minha vida não foi feita de muitas coisas bonitas, mas você é a mais linda, com toda a certeza.
Então ele me beijou, um beijo calmo, mas com todo sentimento que tínhamos.
Ele chupava meus lábios, mordia e recomeçava o beijo, nossas línguas se envolviam de uma forma única, seu corpo fazia lentos movimentos de vai e vem sobre o meu. Nesse momento eu percebi, estávamos a ponto de fazer o que eu tanto queria, mas então eu vi que não queria daquela forma, não queria amá-lo em um carro. Parecia clichê, mas queria que fosse especial.
— Pequeno, eu quero que esse momento seja especial, não quero fazer isso aqui. – falei dando muitos beijinhos em seu rosto, que o fez rir.
— Tudo bem. – ele saiu do meu colo.
— Amor, eu não disse que não ia fazer agora. – deu-lhe um sorriso de canto.
Desci do carro e peguei minha mochila, tinha tudo que eu precisava ali. Peguei a mão do meu pequeno e o levei para uma parte afastada da praia, tinha umas árvores e muitas rochas em volta.
Fiz um círculo de pedrinhas e acendi uma fogueira no centro com uns gravetos que peguei próximo às árvores, estendi um lençol sobre a areia, não muito longe da fogueira.
— Pronto pequeno, agora sim. Ta parecendo cena de filmezinho romântico. – ele riu.
Fui chegando perto dele aos poucos, acariciei seu rosto, ele estava com olhos fechados aproveitando do contato, o sorriso não saia de seus lábios, o que me deixava cada vez mais feliz.
Comecei dando um selinho, mas logo pedindo passagem com a língua. O beijo era bem calmo, uma de minhas mãos estavam na sua nuca e a outra na cintura, e ele puxava meus cabelos de leve durante o beijo, querendo aprofundar mais o contato.
Sentei-me no chão, sobre o lençol, com ele em meu colo. A cena passava em câmera lenta diante dos meus olhos, tirei a sua blusa vendo suas bochechas ficarem rosadas, seu corpo era pálido e muito bonito. Voltamos a nos beijar, ele arfava cada vez que tínhamos que separar um pouco os lábios. Mas não que isso demorasse muito, pois logo começávamos outro beijo.
O crepitar da fogueira e a luminosidade alaranjada do fogo deixava tudo perfeito.
Baekhyun POV
Chanyeol era tão romântico e delicado, eu já fiz sexo, mas nunca tinha feito amor. Era isso que eu faria com ele, e me sentia envergonhado, eu às vezes penso que não o mereço. O que acaba comigo, porque eu preciso dele. E depois dessa noite, que ele fez questão de fazer ser memorável, eu contarei todo o meu passado a ele, já está mais do que na hora.
Ele me deitou sobre o lençol, seus lábios faziam um carinho gostoso na minha pele, sua boca passava com cuidado pelo meu pescoço, clavículas e peito, eu não conseguia parar de sorrir com cada gesto. Eu sentia sua respiração acelerada e suas mãos levemente trêmulas.
Seus beijos mostravam tanta devoção, seus dentes raspavam minha epiderme fazendo minhas costas arquearem, eu nunca me senti e******o com algo tão simples, o meu corpo implorava por ele.
Chanyeol tirou sua camisa e voltou a me beijar, coloquei minhas pernas envolta da sua cintura, o queria mais perto, queria sentir sua pele em contato com a minha.
Senti seu m****o rijo se friccionar com o meu o que me fez gemer durante o beijo. Era bom saber que eu não era o único a perder o controle fácil.
Ri com o pensamento.
— O que foi?
— Nada, eu só nunca tinha feito... Assim. – ele sorriu. O maior sorriso que já o vi dar. Tinha certeza que ele sabia que eu falava do sentimento.
Ele mordeu meus lábios de leve e começou a descer os beijos pelo meu queixo, pescoço, até parar em meus m*****s e começar a chupá-los, alternando entre um e outro.
Meu corpo se mexia de forma involuntária querendo senti-lo mais. Troquei as posições ficando por cima, minhas penas uma de cada lado de seu corpo. Dei-lhe um beijo desejoso enquanto rebolava sobre seu baixo ventre.
Fui descendo meus beijos pelo seu peito, dando leves mordidas em sua barriga, ele gemia baixinho e agarrava o lençol.
Ao chegar ao cós da sua calça desabotoei está com calma, fui descendo bem devagar. Sua boxer branca estava úmida pelo pré-g**o. Dei vários beijinhos em seu m****o por cima da boxer, ele mexia o quadril querendo algo, e eu sabia bem o que era.
Retirei aquele pano que era o último que me impedia de vê-lo nu. E seu corpo nu era perfeito, ele não tinha muitos músculos, suas pernas eram finas e um pouco tortas, mas por Deus, ele era o cara mais lindo que eu já havia visto.
Eu comecei a beijar as suas pernas e fui subindo até chegar ao seu m****o, onde também dei muitos beijinhos. Comecei a passar a língua por sua glande inchada. Ele soltava murmúrios implorando para que eu o chupasse, e foi o que eu fiz. O colocava aos poucos em minha boca, fazia movimentos lentos e torturantes, mas logo o engoli por completo – o que foi um pouco difícil, era um pouco grande demais – e fazia movimentos rápidos de vai e vem. Suas mãos agarravam meus cabelos tentando ditar seu próprio ritmo.
— Baek, t-ta bom. A gente a ainda nem começou. E eu...
Eu parei a felação e ele trocou as posições, ficando novamente por cima. Ele não foi tão calmo quanto eu. Suas mão desbotavam rápido minha calça enquanto ele me beijava. Ele a puxou junto com a boxer me deixando nu. Parou um tempo e ficou me olhando, o que me fez corar.
— Meu Deus! Você é perfeito!
— Para com isso seu bobo, vem aqui... eu quero você.
começamos a nos beijar novamente, a sua pele quente em contato com a minha era tão bom, eu queria que esse momento fosse infinito, eu queria ser infinito para amá-lo eternamente.
Ele se levantou e pegou algo em sua mochila, que eu notei ser um tubo de lubrificante.
— Posso? – apenas assenti com a cabeça.
Eu melecou três dedos e começou a adentrar o primeiro, já fazia algum tempo que eu não tinha esse tipo de relação com alguém, então tinha todo aquele desconforto inicial. Mas não enquanto seu dedo se mexia lentamente dentro de mim e ele me beijava, chupava o meu pescoço e mordia minha orelha. Logo senti mais um dedo dentro de mim e depois outro. Ele começou a movê-los mais rápido, sentia seus dedos se mexendo como se procurasse algo, e quando eu gemi mais alto ele sabia que havia encontrado, ele acertava minha próstata repetidas vezes.
— Yeollie, e-eu quero te sentir... agora. – sussurrei em seu ouvido.
Ele tirou seus dedos de mim, melecou seu m****o com o lubrificante se masturbando um pouco e depois começou a entrar em mim.
Minha visão estava nublada tamanho era o prazer que eu sentia. Eu nunca me senti assim, como se estivesse no paraíso, como se o tempo congelasse no minuto em que ele estava todo dentro de mim, no minuto em que éramos um.
Seus estocadas eram lentas e ritmadas, eu sabia que ele queria prolongar ao máximo a sensação de prazer, eu também queria.
Nos beijávamos descontroladamente, ele puxava meu lábio inferior com os dentes, beijava meu pescoço e só conseguia revirar meus olhos e deixar o pescoço mais exposto para que ele continuasse com as caricias.
Seus movimentos começaram a ficar mais intensos, eu arranhava suas costas, minhas pernas estavam em volta da sua cintura, eu queria o sentir mais perto de mim possível, queria o sentir todo dentro de mim.
Seu m****o saia quase por completo e voltava com força, o prazer imensurável, eu mordia seu ombro para que não gritasse de prazer, ele gemia com aquele timbre rouco em meu ouvido.
Minhas mãos foram até suas nádegas apertando e tentando o trazer para mais perto ainda, parecia que nunca era o suficiente. E acho que não era mesmo, uma overdose de Chanyeol era sempre pouco.
Ele começou a me masturbar com agilidade, suas estocadas estavam cada vez mais rápidas, eu sabia que logo gozaríamos. Eu o beijei novamente e me desfiz em sua mão, mais algumas estocadas e ele de desfez em meu interior.
Minhas pernas estavam fracas, nossos corpos cansados e suados. Ele saiu de dentro de mim e se deitou ao meu lado. Me aconcheguei em seu peito e ficamos assim por algum tempo, em silêncio.
— Obrigado.
— Pelo quê? – sua voz soava baixo, a respiração ainda pesada.
— Por esperar o meu tempo, por fazer ser perfeito. Por me mostrar o que é amar.
Eu via as lágrimas em seus olhos. E eu sabia que eram de felicidade, pois as minhas também eram.
— Obrigado por existir e me dar motivos para amar. – ele me beijou. O crepitar da fogueira e o céu estrelado eram as testemunhas do dia mais feliz da minha vida.
O dia que eu descobri o que era amar e ser amado!