Capítulo 162

1169 Palavras

Natalia narrando Tubarão estava ali, amarrado, respirando pesado, o rosto marcado pelas pancadas dos vapores. Eu sorrio com a cena Eu fico em silêncio por um instante, observando esse desgraçado à minha frente. Sentia o meu coração bater firme no peito, mas não era medo. Não era nervosismo. Era o peso de tudo que tinha vivido até ali. Eu respiro fundo e então começo a falar, minha voz baixa, mas carregada de raiva, de ódio. — Eu perdi meus pais quando tinha dez anos. — Eu vejo Tubarão levantar o olhar para mim, e continuo. — Cresci sem ter ninguém… se não fosse pelo Curinga que se tornou um pai para me eu tava ferrada. Meu tio tava encostado na parede, cruzo os braços e soltou um suspiro pesado, mas não disse nada. — Ele me criou… foi a única pessoa que eu tive. Uma espécie de pai. M

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR