Capítulo 238

779 Palavras

Fatima narrando O cheiro de café fresco e pão quentinho tomava conta da cozinha. Eu com o avental amarrado na minha cintura, mexia a colher de p*u no feijão que borbulhava na panela. Era meu ritual de paz. Cozinhar mim ajudava a manter a cabeça firme. Sem pensar tanto no perigo que meus filhos e os outros estavam enfrentando. De repente, o rangido da porta da sala se abrindo quebro o silêncio da casa. — Ué? — eu murmuro, franzindo o cenho. Deixo a colher apoiada na beira do fogão e caminho apressada até a sala. O meu coração acelerado, meio de medo, meio de esperança. Quando chego no vão da porta, congelo. Os meus olhos se encheram d’água. Ali estavam eles. Todos. Vespa, com o olhar cansado mas vivo. Natalia, com um corte no rosto, mas de cabeça erguida. Tigre, sempre com a postura

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