Natalia narrando Eu olhava pela janela da sala, o meu sorriso bobo preso nos lábios enquanto observava Vespa no quintal, brincando com as crianças. A risada deles ecoava pelo ar, leve. Eu abraço o meu próprio corpo, sentindo o meu coração aquecido de um jeito que nunca tinha sentido antes. Respiro fundo, como se quisesse guardar aquele momento para sempre. Vespa, com aquele jeito meio bruto e protetor, tinha chegado na minha vida como um furacão. E, sem que eu percebe, tinha reconstruído tudo o que dentro de me parecia quebrado. — Nunca... — Eu murmuro baixinho para me mesma, a voz embargada de emoção — nunca fui tão feliz como sou agora. E não era exagero. Não era conto de fadas. Era real. A paz que eu sentia era diferente de qualquer coisa que já tinha vivido. A sensação de pert

