Capítulo 154

983 Palavras

Curinga narrando Eu enxugo o suor da minha testa com a manga da minha blusa, os meus olhos varrendo a Favela no meio da troca de tiros no meio do morro. O cheiro de pólvora impregnava o ar, os gritos de se misturavam aos estampidos secos dos tiros. A tropa avançava, a milícia ia caindo aos poucos. Mas Tubarão... Tubarão não tava ali. Eu rosno entre os dentes — Filho da p**a fugiu… igual o rato que ele é. – Digo. Eu aperto o cabo do meu fuzil, sentindo o meu sangue ferver. Tubarão não era de peitar um confronto de frente. Não quando via que a balança tava pesando por outro lado. E se ele fugiu, não foi pra se esconder. Foi atrás de Natalia. A merda era essa. Eu sentia o meu coração acelerar. Eu sabia que Tubarão ia tentar alguma parada, talvez usar Natalia como moeda de troca, t

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