Capítulo 23

2130 Palavras
Flashback Durante a maior parte da semana Ector frequentava a casa de Rose o que fazia a garota querer passar mais tempo na rua, não é porque ela não gosta da presença dele e sim porque sente que atrapalha o novo relacionamento de sua mãe Enfim, todos os casais merecem um tempo sozinhos de vez enquanto - vai ficar mais ? - Jin o bibliotecário a apressou - preciso fechar mas se você quiser pode levar o livro e ler em casa - não posso ficar nem alguns minutos ? - Marina perguntou educada, ela não queria ser incoveniente com o garoto que já havia trabalhado o dia todo - se fosse um dia normal eu não me importaria - sorriu- mas meu namorado tá na cidade e eu marquei de ir vê-lo Marina teve a sensação de estar agora atrapalhando mais de um casal - tudo bem então - ela sorriu ao fechar o livro e se levantar - tenha uma boa noite - você também - o garoto disse - vai levar o livro - vou - sorriu - anota pra mim ? - claro - ele disse - tome cuidado na rua, a essas horas não sabemos que tipo de louco há por aí - lhe aconselho o mesmo - ela disse sincera enquanto saia da biblioteca com o livro em suas mãos Ela ao menos avisou a mãe que chegaria mais tarde já que aquela já havia se distanciado da filha para dar atenção ao namorado Por mais que queria demorar a chegar em casa Rosé andou em passos rápidos com a intenção de evitar qualquer m*l que pudesse estar em seu caminho Assim que chegou em casa destrancou a porta e entrou, o som de gemidos ecoavam por todos os lados o que lhe causava uma sensação de nojo indescritível Então ela subiu para seu quarto e foi rápida ao colocar os fones de ouvidos ligando uma música no volume máximo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Acordei com o despertador do celular tocando Fantastic baby do BigBang o que me animou ao ponto de subir na cama cantando e dançando como uma louca - parece que alguém acordou animada hoje - disse Ector fazendo com que eu o notasse ali parado na porta me encarando de cima a baixo Puxei a coberta cobrindo meu corpo já que estava usando apenas um pijama e não estava me sentindo nem um pouco confortável com o seu olhar - o senhor pode sair e fechar a porta por favor ? - pedi - senhor ? - sorriu - me chama apenas de Ector, até porque agora somos da mesma família - deu um passo a frente - mais um passo e eu grito - falei descendo da cama e indo até a janela - moramos em apartamento não demorará muito pra virem ajudar - não se precipite querida - o sorriso do rosto dele fez meu estômago embrulhar - nos falamos mais tarde já que você vai se atrasar pra aula se ficarmos conversando por muito tempo - fecha a porta quando sair - falei antes que ele saísse - me chame de daddy - ele disse - é assim que garotas como você devem chamar homens como eu, daddy E então ele saiu com um sorriso no rosto e fechou a porta Não esperei nem que ele saísse do corredor e tranquei a porta Eu não tô acreditando no que acabou de acontecer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrei no elevador e comprementei com um leve sorriso meu vizinho de cima que apenas assentiu Thiago, acho que é seu nome, sempre de casaco e fones de ouvido, me compremento apenas por educação e as vezes nem isso, tem dias que ele apenas abaixa a cabeça e encara o chão Hoje eu não fiz o meu processo de arrumação diária, apenas coloquei o uniforme e fiz um coque no cabelo Mas mesmo assim quando fui tomar café Ector me analisou o que me fez perder a fome Eu não sei o que devo fazer em r*****o a isso, não sei se na delegacia daria alguma coisa já que ele nunca tentou algo e minha mãe não acreditaria em mim Eu não sei o que fazer em r*****o a aquele homem que namora com a minha mãe a dois dias e já está morando na minha casa Assim que sai do prédio aproveitei o caminho da escola para ligar ao meu pai, talvez ele fosse entender - pai ? - falei assim que ele atendeu - ele tá ocupado - a voz de mabbe foi rapidamente reconhecida - não liga mais não - para de ser i****a e passa o telefone pra ele - falei e ouvi meu meio irmão suspirar - diga querida - meu pai disse - eu preciso te contar algo, algo que vem acontecendo - falei - pode ser mais tarde ? Estou em meio a uma reunião importante - disse e eu não respondi, apenas desligue o celular e jogue no fundo da mochila . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Depois da aula fui até a biblioteca no caminho me encontrei novamente com Thiago que fumava sentado em um bancos da praça Ele perece tão solitário as vezes Entrei na biblioteca e o sorriso de Ben logo me aconchegou - boa tarde senhorita - ele disse - o que vai ser hoje ? - o que o meu bibliotecário predileto sugere ? - falei me sentando na mesa mais afastada - Harry Potter - disse - novamente ? - eu nunca enjoo de Harry Potter e você ainda não decorou as falas - disse - que tal algo novo ? - falei e ele desapareceu em meio às prateleiras - aqui - me entregou um livro - A Maldição do tigre, é ótimo - obrigada - falei - até que hora vai ficar aberto hoje ? - 22 horas - ele disse - obrigada - agradeci sabendo que o garoto só recebi para trabalhar até as 19 - não há problema algum - ele disse - eu adoro isso aqui, é quieto e quase ninguém vem - sorri uma última vez pra ele antes de me concentrar no livro Em algumas horas Ben chamou minha atenção indicando que já eram 22:10 Juntei minhas coisas e me despedi logo retornando pra casa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrei em casa e minha mãe estava na sala, sozinha por um milagre - mãe a gente precisa conversar - falei - claro - ela disse - Ector foi ao banheiro, quer esperar ele voltar - não - respondi rápida - é que tá acontecendo uma coisa - o que tá acontecendo Mari querida ? - Ector disse me fazendo encolher mas tentando me manter firme - eu quero falar só com a minha mãe - falei - mas pode falar com nós dois filha - minha mãe disse - eu e Ector contamos tudo um pro outro - mas é coisa de mulher - falei tentando despistar o homem que havia se sentado ao lado de minha mãe e me olhava atento a cada palavra que eu dizia - melhor ainda - ele disse - deixa pra lá - falei indo pro quarto Fechei a porta e quando fui trancar percebi que as chaves não estavam ali, meu corpo gelou e uma sensação de dedo me dominou - filha - minha mãe disse entrando - vamos conversar então - ela entrou sozinha e fechou a porta - o Ector tá dando em cima de mim - falei rápida e me segurando pra não chorar - Marina você pode não gostar dele mas não faça acusações desse tipo - falou - ele tem sido muito bom pra nós e você não tem o direito de inventa coisas desse tipo - eu não estou inventando - falei - eu tô com medo e assustada - então haja como uma mulher, você acha que andando por aí com esse tipo de roupa os homens não vão olhar ? Sim eles vão, e voce n******e acusar todos eles de quererem algo. Ainda mais o Ector que está nos ajudando nesse momento difícil E então ela saiu batendo a porta atrás de si Me levantei e coloquei uma cadeira prendendo a maçaneta da porta o que impossibilita que ela seja aberta Abri minha mochila e pegue o canivete que uso para apontar lápis, coloque-o abaixo do travesseiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Por incrível que pareça eu não consegui dormir e sai mais cedo que o normal pra escola, usei um enorme moletom e nada de maquiagem Sai de casa sem comer e sem olhar para os lados com medo do que eu fosse ver Eu sempre achei que terror era viver em uma daquelas casas onde tem demônios e coisas do tipo, mas isso aqui é bem pior Entrei no elevador vazio já que Thiago costuma sair mais tarde e assim que sai do prédio fui até a pracinha onde me sentei no banco e fiquei olhando o nada O dia ainda estava amanhecendo o que quer dizer que não haviam muitas pessoas nas ruas e nem lojas, alguns cafés estavam abertos recebendo clientes loucos pra comer alguma coisa diferente Em alguns minutos Thiago passou pela praça, estava mais cedo que o comum e ele parecia estar com mais pressa já que andava sério em linha reta como se tivesse um caminho planejado as vezes olhava para trás e aumentava a velocidade, até que entrou em um beco e sumiu de minhas vistas Minha mãe sempre disse que ele era um problema pra família, a mãe dele dizia pra minha que ele m*l parava em casa e estava sempre chapado sendo irresponsável e muitas vezes violento consigo mesmo, se machucando Isso explica o porquê da blusa de mangas compridas, me lembro que há uns dois anos ele andava com roupas normais mas sempre teve alguns hematomas pelos braços Bem, todos temos problemas em casa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A minha rotina foi a mesma dos outros dias e como sempre a noite eu voltei pra casa Tentei passar sem ser percebida mas Ector sempre me notava não importa o que eu faça - trouxe um presente pra você - ele disse e eu ignorei tentando seguir o meu caminho mais ele foi mais rápido segurando o meu braço com força o suficiente pra me deixar imóvel - vista pra mim - disse me soltando e deixando com que eu entrasse no quarto o qual ele entrou sem me dar tempo de fechar a porta Olhei na cama vendo uma lingerie vermelha, que era perturbadoramente sexy e era praticamente a mesma coisa de não usar nada - vou te esperar na sala - Ector disse afastando meus cabelos do pescoço e deixando ali um beijo o que fez com que eu sentisse ainda mais nojo E então ele saiu, corri para fechar a porta como no dia anterior e jogue aquela lingerie pro chão Naquela noite eu chorei como nunca havia chorado e não tinha ninguém pra me ajudar, ao menos a minha mãe acreditava no que estava acontecendo Talvez ela realmente tenha razão e a culpa é minha Ninguém vai poder me ajudar e eu vou continuar vivendo assim, todos vão me culpar porquê eu provoquei Eu não devia ter usado roupas curtas e maquiagens provocativas, talvez as garotas da escola estejam certas quando dizem que eu sou uma v***a Eu não sei o que fazer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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