Capítulo 28

339 Palavras
Assim que ouvi a porta da sala ser fechada pegue uma mochila e coloquei algumas trocas de roupas ali Sai de casa dessa vez decidida a não voltar Encontrei Thiago no elevador e ele estava de cabeça baixa Preferi ignorar já que estava com uma enorme marca vermelha no rosto - sabe que fugir não vai ajudar - ele disse baixo - você ainda é menor de idade - não vou precisar de identidade pra morar embaixo da ponte - falei - quer conversar ? - perguntou - talvez possamos nos ajudar - pode ser - falei Saímos do elevador e fomos até a pracinha onde nos sentamos e esperamos que um de nós diga algo Mas nenhum disse - o namorado da minha mãe tá dando em cima de mim - fui objetiva ao falar e Thiago me encarou - desde quando ? Você deveria ter contado a alguém é algo muito grave - ele disse - eu tentei - falei - mas minha mãe disse que a culpa é minha - sua mãe também nao vale nada - disse acendendo novamente o cigarro - você deveria ir a uma delegacia - é a sua vez - falei - qual o seu problema ? - ele tragou o cigarro e me passou ele e dessa vez eu aceitei - meu tio tá morando com a gente - disse soltando a fumaça - as vezes ele passa do limite e isso nos causa problemas - como assim passa dos limites ? - ele é um bêbado violento que tenta jogar todas as responsabilidades pra cima de mim - disse - e por mais que eu tente ser forte, ele é mais e isso é um porre - você deveria ir a uma delegacia - falei - não - sorriu - eu vou te levar a um lugar que vai tirar todo esse peso das suas costas e aí você vai ver que não é necessário uma delegacia - vamos pra igreja ? - sugeri - quase isso - sorriu
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