Paredes amarronzadas, pisos de madeira, música pop alta e confusa, sem contar o aroma de xixi com grande quantia de álcool.
essas são as coisas que compõem o bar que escolhemos vir hoje, um bar r**m onde não nos pediriam documentos que comprovassem que de fato temos idade para beber.
até porque, não temos.
— Ariana grande, ela é perfeita — comentei antes de começar a cantar a música que acabava de se iniciar, uma música que deixa claro o que todos nós já sabemos.
Deus de fato é uma mulher.
— e então, sua ruiva não quis vir?
Dei risada quando ele virou toda sua bebida sem querer me dar uma resposta sobre isso.
— não é engraçado — deixou claro me fazendo apertar os lábios para evitar rir mais — ela me dispensou porque o irmãozinho tava com problemas, quem é que troca isso aqui — apontou a nossa volta — por alguém que ouve metálica e pinta as unhas?
— eu gosto de metálica — levantei minhas mãos — e eu p***o as unhas — ele deu um pequeno sorriso.
— não é a mesma coisa — negou — só é estranho, eu nunca fui dispensado, nunca mesmo.
— olha, eu também não, então não sou a melhor pessoa pra te aconselhar nessa situação — tomei um pequeno gole do meu whisky barato — mas eu posso te garantir que com a Maria santinha você sempre vai estar em segundo plano.
Jack apoiou o braço no balcão sujo e se virou para encarar os meus olhos.
— e pra você, Rosé? eu sou a segunda opção?
dei risada assim que sua pergunta foi completa.
— você não é uma opção, j**k.