Ron puxou o lenço da mão de Mione, o colocando rápido em seus olhos sem mais esperar por ninguém ou nada, ele só queria começar aquilo logo e acabar mais rápido ainda, aparentemente era isso.
– Vamos começar logo então.
Disse com um meio sorriso e logo girou a garrafa de bebida começando o jogo, sete minutos no céu.
Todos olhavam ansiosamente para o objeto que girava e girava... Parecendo que nunca iria parar. E Harry se perguntava se todos estariam tão nervosos, ou com um frio no estômago por estarem ali, assim como ele estava, ou se sentindo bobo por aquela sensação estranha. Mas a verdade ele já sabia do mais óbvio, calo, Draco estava se divertindo com aquilo, esperando cair com, ninguém menos que Cho Chang... "Ele não munda nunca..." Pensou com uma leve irritação. Deu uma breve olhada no irmão, mas ele também olhava para a garrafa que o ruivo acabava de girar... E Harry torcia para que aquele jogo acabasse logo... Se fossem descobertos naquela festa, naquele horário, quebrando as regras de Sírius de novo, era o fim de todo o combinado. Respirou fundo... Olhando para a garrafa vazia de cerveja começando a parar...
"Uhhh" algumas vozes disseram assim que a garrafa finalmente parou... E algumas risadinhas se espalharam pelo quarto de Mione.
– Droga... Queria saber quem é.
Ron disse sorrindo, parecendo começar a se divertir com aquele jogo que ele tanto criticou.
– Bem, conhece as regras, Weasley.
Disse Mione disfarçando a voz... Rony se levantou ainda com a venda em seu rosto... Ele não a respondeu. E Pansy Parkinson se levantou também pois a garrafa havia parado apontando para a garota com cara de decepcionada, mas sem dizer nada, assim como eram as regras de Mione. E pegou a mão de Rony, o levando para o armário... Harry poderia jurar que vira uma decepção estampada no rosto de Pansy... Mas ninguém, diria nada sobre aquilo... Seriam segredos e não segredos, mas não seriam ditos com certeza. Ao mesmo tempo que todos sabiam de todo mundo, ninguém sabia de nada, era confuso mas devia funcionar de alguma maneira louca na cabeça da amiga.
Ninguém ousou dizer nada... Draco estava com um leve sorriso em seu rosto depois que Rony entrou no armário... Era compreensível, afinal, Pansy Parkinson era o total oposto de Rony Weasley, e todos sabiam bem disso, ela era quieta, não muito social, e como diziam sobre Harry também, ela era uma nerd.
Harry olhou para Cedrico, pensando se o garoto estava chateado de ver a acompanhante acabar indo para o céu com outro garoto, mas na verdade, ele e Cho Chang estavam cochichando alguma coisa e se divertiam como se nada estivesse acontecendo com a garota que ele próprio trouxe para a festinha de Mione... Talvez Pansy estivesse se importando um pouco demais com aquela "amizade" entre os dois... E as vezes Harry poderia jurar que o garoto o olhava e desviava o olhar logo depois, o que o deixava um pouco confuso, mas não poderia dizer nada sobre...
Um despertar com um som um pouco irritante vindo do celular de Hermione soou pelo quarto naquele momento, sete minutos haviam se passado... E então, a porta do armário se abriu, e todos viram Pansy guiando Ron pela mão até seu lugar que o ruivo estava antes de girar a garrafa, a garota voltou a se sentar onde estava antes também...
– Okay, tire a venda Weasley. - Mione acabou com o silêncio.
Ele tirou... Na verdade Ron parecia bem animado.
– E aí cara? - Draco.
– Só vou dizer que Granger, você tem que dar mais festas assim. Eu apoio!
– Eu disse! - Mione riu alto – E agora... Você escolhe o próximo a girar, Rony!
Disse animada... E todos olharam para o ruivo mais uma vez. O jogo estava fluindo bem.
– Então... - fez uma cara de pensativo com leve malícia, já verdade Rony parecia se divertir com o que pensava – Você, Granger! Que tal aproveitar um pouco sua festa?!
– Sem problemas! Passa aí! - Ron estendeu a venda e a garota pegou e tampou seus olhos – Acha que tenho medo de alguém aqui? - riu e girou a garrafa.
– Devia ter medo se cair comigo, gata... - Ron.
– Cara... - Draco revirou os olhos mas riu também.
– Credo que isso?! - Pansy.
– Ah chega! - Hermione – Já parou?
Disse se referindo a garrafa.
– Não ainda... - Harry.
– Quase... - Cedrico.
– AHHHH - Cho gritou animada e ansiosa – PAROU!
– Nossa... Que ansiedade é essa?! - Mione – Uhh será que vou reconhecer mesmo sem ver?
E ninguém disse mais nada, não poderiam, mas o relógio já estava começando a contagem regressiva novamente assim que Mione foi guiada pela mão por ninguém menos que Rony Weasley... E Harry estava se segurando para não dar um grito avisando a amiga da tal situação em que ela mesmo se metera. Todos ali sabiam que Mione odiava Ron.
Cho e Draco já estavam vermelhos de tanto rir, na verdade se segurando para não rir alto... Enquanto Harry os fuzilava com o olhar. Pansy Parkinson parecia que estava meio vermelha, e piorava a cada vez que a garota olhava na direção de Cedrico... Que parecia estar cada vez mais próximo de se levantar e sair dali.
O alarme foi ouvido novamente, saíram do armário finalmente, e logo com a ajuda de Rony, Mione estava em seu lugar novamente, e ele também.
– E aí Hermione? Detalhes?! - Cho.
– Não... Eu... - respirou fundo – Só nunca me digam quem foi que me levou para o céu! - riu.
– Vai ser difícil... - Cho.
– Vamos acabar logo? Tenho horas pra voltar pra casa, minha mãe não me deixa solta assim não. - Pansy.
– Na verdade, eu e Draco nem poderíamos estar aqui... Devíamos acabar logo mesmo.
– Eu disse que Harry não tinha coragem... - Draco riu irônico.
– Você sabe do que estou falando, Draco... - Harry.
– Se quiser posso acompanhar seu irmão até sua casa, Draco?
Cedrico pediu com a maior da inocência... Fazendo Harry sentir que alguém ali estava cuidando dele... Mas ao mesmo tempo, uma leve tristeza, em saber que esse, deveria ser seu irmão, mesmo que não fossem irmãos de verdade... Mas Malfoy não ligava... Com certeza ele não ligava pra nada, muito menos para o irmão adotivo que ele jamais quis ter.
– Mione, escolhe logo o próximo.
Draco disse ignorando o comentário do garoto irritante que Hermione fizera o favor de chamar para aquele jogo idiota... Afinal quem ele pensava que era pra querer cuidar de Harry? Ele não tinha os próprios irmãos?
– Claroooo! Ninguém vai fugir do céu, não! - ela riu, algumas pessoas também, mas não todas, muito menos Harry – Bem, todo mundo tem que conhecer o céu, principalmente os anjos! - fez um coraçãozinho com as mãos e o mostrou para Harry com carinho – Desculpe amigo! Você! Sua vez gatinho.
– E-eu... Mas...
– Que isso Harry! Não fica nervoso, toma, bota isso e gira é simples. Ninguém morde aqui.
Mione disse entregando o lenço para Harry, que sentiu seu coração acelerar mais... Ele estava nervoso, era um fato. Mas colocou a venda, e girou a garrafa. Estaria em instantes com alguém que poderia beija-lo sem sua permissão? Harry só havia beijado uma pessoa em sua vida toda, e não sabia se estava pronto para repetir aquilo com qualquer um... Mas havia aceitado entrar naquele jogo i****a por se sentir desafiado por Draco, e com certeza se pulasse para trás agora, o loiro iria pegar no seu pé pelo resto de suas vidas...
– Parou...?
Perguntou tímido, mas um toque em sua mão o respondeu, havia parado sim, e o silêncio tomou conta do quarto mais uma vez, e alguém o guiou cuidadosamente para o armário de Mione.
Ouviu a porta se fechar... Se perguntando se aquele silêncio poderia deixar com que a pessoa a sua frente ouvisse as batidas de seu coração acelerado...?
Colocou a ponta dos dedos em seus olhos, como se precisasse sentir o pano com as pontas dos dedos para saber se era real tudo aquilo... Mas ao fazer isso, sentiu suas mãos sendo pegas por outras e abaixadas até sua própria cintura... Alguém se aproximara de seu rosto, e Harry sentia uma respiração pairando sobre sua pele... Alguém estava ali, muito, muito próximo a ele o segurando ainda... Pensou em dizer algo, talvez para que parece o que pretendia, mas mais uma vez Draco Malfoy o invadiu ali... Seria ridículo se saísse do armário do quarto de Mione antes de ouvir aquele alarme ridículo soar.
Já desistirá de reagir, apenas estava imóvel, sentindo aquela respiração, e suas mãos sendo presas ali, até que uma foi solta, e sentiu sua pele, seu queixo ser tocado, fazendo seu rosto se erguer, sentindo em seguida o toque macio dos lábios nos seus... Ele estava sendo beijado... As mãos foram soltas, e enquanto sentia sua boca sendo invadida com aquela fome da pessoa a sua frente, se sentiu ser agarrado pela cintura, apertado como se seu corpo fosse de pelúcia, gemendo nos lábios que brincavam com o seu... Até que ouviu aquele alarme, e após alguns segundos, seus lábios foram libertos, sua cintura não estava mais sendo agarrada com aquela força de quem estava quase o quebrando... Apenas sentiu sua mão sendo segurada novamente e guiado para fora do céu.