Lívia Vasconcellos Depois de quase três horas sentada na areia, observando o vai e vem das ondas, respirando fundo o cheiro salgado do mar e tentando organizar os meus pensamentos, decidi que era hora de voltar para casa. O céu começava a escurecer e, mesmo com a brisa refrescante, um aperto se formava em meu peito. No caminho, fiquei me perguntando o que havia se passado na cabeça de Diego para agir daquela forma. Eu sabia que havia algo mais por trás daquela frieza repentina, e tudo que dona Mariana me contou sobre o passado dele e do pai só reforçava essa ideia. Será que ele ainda carregava a raiva daquele homem terrível que nem fazia mais parte deste mundo? Talvez fosse isso. O olhar carregado de dor e o pedido de desculpas abrupto, confuso, com certeza significavam algo. Eu precisa

