[1]

839 Palavras
P. O. V. A. U. G. U. S. T. O Estou paralisado no lugar aquela mulher não era a quem eu havia deixado a três anos atrás, seus cabelos longos agora se resumiam até os ombros seu rosto estava mais maduro e com pequenos cortes, sua pele não era mais tão delicada quão antes, seus traços gentis e sorriso angelical agora tava espaço a traços amargurados e um sorriso debochado. — O que está fazendo aqui? — Ela pergunta novamente quando não obtém resposta vem até mim e pega Pietro no colo e puxa Lorennzo pela mãozinha. — E..eu bem vim falar...descobrir quem.... Não consigo nem sequer formular uma frase diante dela, ela sorri de algo que não entendo, nessa hora os meninos chegam e paralisam vendo nós dois. — Está tudo bem aqui? — Matheus pergunta e ela apenas concorda com a cabeça. Ela se vira para Diogo e fala alguma coisa que não entendo, ele abaixa a cabeça e concorda como se fosse uma ordem. Ela se vira novamente para mim e Diogo pega os meninos saindo com eles da sala. — Para onde ele está levando eles? — Dessa vez sai alguma frase. — Não te interessa. — Ela responde cruzando os braços. — Ainda não me disse o que está fazendo aqui? — Sim, me interessa sim, porque se são seus filhos também são... — Ela me repreende apenas pelo olhar. Ela tinha mudado muito.. — Bom se não irá dizer, fique a vontade mas precisa trabalhar, vamos Matheus. — Ela começa a andar e sigo ela e Matheus de longe. Vejo ela entrando na sala do chefe sem nem sequer falar com aquela "secretária" entro ligo atrás. — O que está fazendo aqui? — Matheus me pergunta e tenho ódio de quem me pergunta. — Bom estou aqui para saber quem pegou meu... — Então vejo ela sentada na cadeira atrás da mesa do chefe mexendo no computador. — Você? Você é a pessoa que roubou meu lugar? — Pergunto a ela que nem sequer me olha continua olhando para o computador. — Esse lugar aqui é meu por direito e bom se puder se retirar da minha sala. — Ela estava sendo tão má comigo. E eu merecia mais ela não consegui nem me olhar nos olhos enquanto estava sendo rude comigo e esse era o pior tipo de pessoa. — Matheus saia da sala eu preciso conversar com ela. — Falo agora um pouco mais alto chamando até a atenção dela. —Não fale assim com ele. — Ela me repreende. — Ele é meu irmão e falo assim com quem eu quiser. — Apoio minhas mãos na sua mesa e olho no fundo dos seus olhos azuis. Eu não conseguia mais decifrar seus sentimentos e nem conseguir achar rastro da pessoa que eu amei. Ela respira fundo como se quisesse se controlar para não fazer algo doido. — Só saio daqui quando conversamos. — Falo por fim, ela olha para Matheus e lança um olhar ele concorda e sai da sala. Eu volto a ficar em pé e assumo uma postura ereta, ela se encosta na cadeira e me analisa faço o mesmo. Como não pude perceber assim que entrei na sala pela primeira vez tudo ali estava bem na minha frente. Na mesa possui papéis com seu nome uma foto dos meninos, o nome dela em uma placa. Sra. Montenegro Pelo menos ainda usava o nome de casada. — Anda se quer saber de algo então faça suas perguntas não tenho o dia todo... — Ela quebra o silêncio. — Você mudou bastante.. — Comento e ela sorri ironicamente. — Sério? De tantas coisas a se falar é isso que tem para dizer? — Eu não estava mais suportando sua indiferença. — Para de ser uma vaca malvada, eu estou tentando conversar com você. Ela arregala os olhos mas depois volta a sua posse natural, ela se levanta e apoia as mãos na mesa seu rosto está a centímetros do meu. — Eu vaca malvada? Augusto eu te esperei por três anos, eu pedi a Deus todos os dias para que você voltasse mas você não voltou... — Eu posso explicar... — Eu não quero a d***a das suas explicações, eu segui em frente Augusto e estou muito melhor sem você eu e MEUS filhos, porque quem cuidou, quem passou noites sem dormir preocupada fui eu e não você. — Tina.. — Eu tento falar mas ela não deixa. — Para você é Valentina e eu quero que sai da minha sala agora e não volte mais aqui. — Me desculpa... — Elas não me servem mais. — Ela volta a se sentar. Eu sei que eu deveria insistir, mas não posso, não agora... Saio da sala e encontro Matheus conversando com a secretária ele me olha e só de me ver parece entender tudo. — E aí como foi? — Ele se aproxima de mim. — Ela mudou... — Digo ainda sem rumo. — Não Augusto, você a mudou.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR