Capítulo 97 Marta

1216 Palavras

Marta Narrando O sol já tinha se posto há muito tempo, mas parecia que o calor daquela dor não ia passar nunca. Eu via meu filho sentado ali, todo largado na cadeira da praça, o isqueiro batendo na mão sem parar, o olhar perdido, cansado, sofrido. E eu? Eu segurava o mundo nas costas pra não desabar na frente dele. Caminhei até ele devagar, como quem tem medo do que vai encontrar. Quando parei na frente dele, o coração apertou mais ainda. Eduardo, meu menino, meu Espoleta... Como a vida machuca quem a gente mais ama. Sentei na mesa, puxei a cadeira devagar, tentando achar coragem. — Filho... a gente precisa conversar — falei, a voz baixa, quase num sussurro. Ele me olhou de canto de olho, desconfiado. — Conversar sobre o quê, coroa? — respondeu, com desdém. Respirei fundo, sentindo

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