Ferradura Narrando Subi aquela pørra daquela escada com ela no colo, coração a mil, respiração descompassada. Nem parecia eu, logo eu, cria do morro, sangue frio, malandro de quebrada. Mas aqui, nesse momento, eu tava rendido. A Júlia me desmontou, mano. Me desmontou no olhar, no papo reto, no toque dela. Quando encostei ela na minha cama, toda pelada, parecendo cena de filme, eu travei. Fiquei só encarando, parado na beirada da cama igual moleque que nunca viu mulher. Mas não era qualquer mulher… era a Júlia. Ela deitada aqui, toda nua, cabelo bagunçado, pele arrepiada ainda do que a gente tinha feito… cê é doido. Me peguei pensando que eu vacilei feião, deixei ela se sentir sozinha, enquanto ela tava aqui o tempo todo. A boca dela sempre foi minha, e eu procurando outra por aí pra des

