Drika narrando Eu falei tanto pra minha madrinha que eu não devia ir lá. Ela insistiu, disse que ele ia estar ocupado, que nem ia me ver, que era rapidinho… E eu, feito uma i****a, acreditei. Entrei naquela favela como se o chão fosse meu, como se o passado não estivesse escrito nas paredes da Mangueira. Só que tava. E ele também tava. Já não bastava toda humilhação que eu passei, ainda tive que escutar ele gritando comigo no meio da rua, como se eu fosse um lixo, como se eu tivesse feito alguma coisa errada. E o pior... não foi nem ele. Foi o jeito que os cria me olharam, como se meu corpo fosse um pedaço de carne jogado no asfalto. Olhos que me despem, que me invadem sem nem encostar. Olhos que fødem a minha alma, sem um único toque. Aonde já se viu uma mulher se sentir suja... sendo

