Júlia Narrando Ele perguntou se eu queria conversar. Falei que, se fosse sobre certos assuntos, eu não queria. Ele rosnou baixo e foi pra área externa da casa, como quem segura no osso pra não morder. Eu subi a escada, tirei o tênis e peguei uma liguinha dentro da bolsa. Prendi o cabelo num r**o de cavalo alto e, em seguida, fiz um coque meio torto mesmo. Entrei no banheiro e tomei aquele banho rápido, só pra tirar o calor, o cheiro de hospital, e tudo mais que tava grudado na pele. Dessa vez, coloquei só uma camiseta dele — larga, cheirosa, com aquele perfume dele que ficava impregnado. Tava saindo do quarto quando ele entrou. Cruzei os braços e encarei. — Aí, Ferradura... eu preciso de roupa. Você vai buscar pra mim? ou posso colar lá na casa da tia Nina e pegar minhas coisas? — mand

