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1390 Palavras

Eu trouxe Ana Julia para o posto de saúde do morro com a ajuda de Caio. Ele estava um pouco afastado de nós, dando-nos algum espaço enquanto Ana era atendida. A tensão era palpável, e eu sentia o peso de cada minuto que passava. O enfermeiro terminou de examinar Ana e, ao se afastar, ela me encarou com um olhar que misturava gratidão e dor. — Obrigada — ela falou, sua voz trêmula. — Não precisa me agradecer — eu respondi, tentando manter a calma. — Faria isso novamente mil vezes. — E por não ter contado sobre a gravidez — ela continuou, sua voz carregada de uma tristeza que só as palavras não conseguiam capturar. — Isso é pessoal — eu disse, tentando evitar o confronto direto. — Jamais tomaria a frente em uma notícia dessa. Mas — ela me olhou com expectativa — essa criança é dele? — I

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