Cassie Diaz Eu acordo devagar, como se o corpo ainda não tivesse certeza se quer voltar ao mundo agora. Abro os olhos aos poucos e a primeira coisa que noto é o silêncio. Um silêncio diferente do que eu costumava conhecer. Não é vazio, nem pesado. É um silêncio tranquilo. O quarto está levemente iluminado pela claridade que entra pelas frestas da cortina. O dia está começando a nascer. Eu me viro um pouco na cama, procurando… ele. Mas estou sozinha. Sento devagar, puxando o lençol até a cintura, e olho ao redor. A cama está grande demais sem o corpo dele aqui. Por um segundo, uma pontada estranha aperta no peitö. Não chega a ser tristeza, é mais uma ausência sentida. Ele não dormiu aqui. Penso nisso por alguns segundos, mas antes que qualquer sentimento rüim se forme, meu olhar desce

