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2229 Palavras
Gustavo vulgo Sombra Olhava o morro que daqui uns tempo seria meu e admirava com o maior orgulho, era incrível como minha família já estava no controle pela quarta geração. À parti do momento que ele dizer que o morro tá nas minhas mãos, vou mostrar pro meu pai que o moleque dele cresceu. O bagulho era pra se orgulhar dos meus coroa, minha mãe e meu pai passaram por poucas e boas até chegar aonde tão, minha irmã e eu tamo aqui, como prova pra esses p*u no cu que eles querendo ou não, os dois ficaram juntos. Apesar que a maioria hoje em dia não existe mais nem o pó, e eu aprendi assim com o meu pai, sempre cortar o mau pela raíz, e é assim que eu vou viver, meu pai é brabão de pegar, o ódio deles na minha família é por isso. Mas quem conhece meu pai sabe que ele tem o maior coração, chega até ficar bobão, principalmente quando ele tá com a Nicole ou com a Maya. E falando nela, o que eu sentia por ela era diferente do que já sentir por qualquer garota, sem neura. Uma sensação de gratidão, com carinho e um amor que nem cabe no meu peito. Meus pais falam na minha cabeça direto que, desde pequeno eles juravam que a gente ia ficar juntos, tem até vídeo no i********: dos nossos pais. Tem um que eu curto muito ele, ela falava com minha mãe que eu era o namorado dela, e eu que a gente ia casar, mas meu tio me encarou e eu sair correndo. As vezes me pegava vendo os nossos vídeos e fotos de quando éramos menorzin, ela é muito especial pra mim e eu já escondi por tempo de mais o que eu sinto por ela. Desde que entrei pro mundo do crime, (contra gosto da minha mãe) eu sigo a ideologia de viver o hoje como se não houvesse amanhã e um dia ia ser realmente o último. Mas eu não me importo não pô, só não gosto de deixar as coisas pra resolver igual eu deixei com a Maya. E talvez seja por isso que eu ainda tô lutando pra viver, ainda quero ter aquela n**a pra mim tendeu? E não é sobre ser egoísta, e sim de aproveitar cada dia. Era coisa de louco pensar que tem certas coisas que nunca mudam, podem passar o tempo que for, mais vai continuar ali, do jeitinho que tu deixou. Aquilo tava sendo demais para mim lidar, se em algum momento da minha vida, eu achei que gostava da Letícia por ela ser completamente oposta da Maya, nesse momento aí que eu tinha que ter desconfiado que era mentira. Não vou dizer que me sinto orgulhoso por ter usado uma pessoa pra esquecer a outra, mas todo mundo erra tá ligado? Não adianta bater neurose errada, pois ninguém é perfeito e comigo não ia ser diferente. Aprendi na marra e agora vou correr atrás do meu prejuízo, mas sem perder minha pose pô, ela tá ficando com aquele filha da p**a, e eu tô ligado que do que ele tá fazendo com ela. Tô só marcado pra da um sumiço nele, não vou perder nada, só tenho a ganhar. Também tô só de cantinho pra saber o que ele fez pra ela continuar com aquele p*u no cu. —Gustavo, vem jantar. Já te falei que não adianta ficar pelos cantos chorando pela Letícia né filho. — minha mãe gritou lá de baixo me fazendo rir e ir em direção a ela. —Compra um remédio de dor de corno pra ele mãe. — Nicole falava sem tirar os zói da TV. —Respeita teu irmão menina, já tu leva um retão pra deixar de ser debochada. —Tá ganhando quanto pra cuidar da minha vida p*****a? — falo me jogando do seu lado fazendo a mesma se assustar. —Ih, além de corno tu também aprendeu a ficar ouvindo conversa dos outros é? —Me respeita Nicole, tu já vai levar um murro. —É só tu me bater, que cê vai ver. —E se eu quebrar sua cara, vou ver alguma coisa também? — minha mãe saiu da cozinha gritando fazendo nós dois encarar ela. —Qual foi da gritaria? Tava dando pra ouvir lá da rua. —Seus filho igual gato e cachorro, tu dá um jeito que eu não parir sozinha não em. — grita indo pra cozinha e meu pai revira os olhos rindo. — e vem jantar logo, antes que eu vou aí quebrar a cara dos três. Meu pai foi até minha irmã abraçando ela e depois veio até mim. —E ai campeão, já conversou com a Letícia? —Para de tocar no assunto pai, o chifre dele ainda não cicatrizou. — Nicole intromete e eu a fuzilo com o olhar. —Se era o que tu queria ouvir então tá, foi eu que terminei com ela e não tô nem um pouco preocupado. —Ih filho, tu tá assim por conta da Maya é? — ele diz indo para a cozinha seguindo o mesmo e me sento para rangar. —Bem que podia ser pai, aquele namorado dela não vale nada, igualzinho a ex de um certo corno ai. — Nicole entra na conversa e eu encaro ela. —Ele não vale por que? Os dois parece que se gosta de verdade pô — jogo um verde colocando a minha comida, vejo pelo canto do olho minha mãe se sentando e me encarando. —Quem vê cara não vê coração, aquele i****a é completamente possessivo com a Maya, e o pior é que meu tio não vê isso. —Óia tu julgando as pessoas de novo Nicole, se liga em. — meu pai fala e ela revira os olhos engatando outra conversa, eu só fiquei na minha quando acabei de comer fui direto pra minha sacada pra fumar um verdinho. [...] —Ai, se liga na visão. Os bota tão querendo subir o morro, já quero todo mundo de guarda alta, e é pra avisar pros moradores que é toque de recolher pra geral até segunda ordem, ninguém na rua. — meu pai fala se levantando. Me levantei também pra ir em casa conferir minha mãe e a Nicole, se pá aquela p*****a tava na rua e eu já fiquei na neurose, me preocupava pra c*****o com aquela garota. Pra minha felicidade, quando eu cheguei em casa, elas tava deitada assistindo novela e como se já soubesse as duas me olhou preocupadas. —O que tá acontecendo menino, pra tu tá eufórico assim? —A senhora e a Nicole se aquieta dentro de casa falou? Se ouvirem qualquer barulho de tiro se escondam e não saia de lá até o pai ou eu chegar. —Meu filho, não faz isso com sua mãe, meu coração fica em pedaços vendo tu e seu pai em confronto. —Relaxa mãe que eu volto. — digo dando um beijo na testa dela e da Nicole que grudou no meu pescoço. —Te amo tá, se cuida por favor. — diz cheia de mainha e sorrio. Já desci direto pro quartinho, lá era onde ficava todo o armamento do morro e aqui a segurança era reforçado vinte quatro horas pra não rolar erro. Não tinha ninguém na rua, só a bandidagem que tava fazendo a ronda pelo morro, tinha que ficar espero, quando eles dizem que vão subir, não tem caô nenhum. Meu celular começou a tocar e eu me assustei ao ver que era o número da Esther, já fiquei todo preocupado achando que era algo com a Maya, como se fossem ligar para mim se alguma coisa acontecesse com ela. —Então? — atendo o celular mandando a real. —Gustavo? — ouço a voz e já reconheço de cara, na hora perdi a minha marra. — cê tá ocupado? —Pra ti eu nunca tô ocupado pô. — falo e escuto ela rindo, aquilo faz um sorriso automático brotar no meu rosto. — mas de que devo a honra da princesa do alemão tá me ligando? —Ah não acredito, até você? — continua e eu quase tive certeza que ela estava mordendo os lábios de baixo com vergonha, esse era o jeitinho dela. — pode parecer meio brega mais eu só queria ouvir tua voz um pouco, se quiser desligar. —Ih é brega pra c*****o 'mermo, mas como é tu eu até que gosto, acho que tenho mania de gostar de tudo que vem da tua pessoa. —E isso é bom ou r**m? —É bom pra c*****o, qual foi, tu é tudo de bom garota. — falo e ela solta uma gargalhada maneira. No mesmo instante eu ouvir o barulho dos foguetes. — ai, agora vou ter que desligar, mas depois eu te ligo, pode ser? —Isso foi o barulho de foguete? Você vai ficar bem? —Relaxa princesa, ainda nem vivi pra te ouvir me chamando de amor, tô nem louco de bater as botas ainda. —Tu e muito bobo, agora eu vou ficar preocupada, promete ligar, assim que tudo acabar? —Meu papo eu pureza pô, pode aguardar a ligação ai. Depois que eu desliguei o celular já fui pegando o meu rádio pra ter uma visão do que tava rolando, aqui o menor e arisca não sei nem de onde eles tão vindo. —E aí? Tão vindo da onde? —Da principal, ó, não deixem eles se espalhar em? Quero ver geral amassando esses p*u no cu. — meu pai fala e eu comecei a descer o morro atrás do caô. Bem no fundo eu gostava da sensação que aquilo me proporcionava, a adrenalina de fazer e não ter medo de ser julgado, e o melhor é saber que eu não me arrependeria de meter uma bala na cabeça de nenhum policial, era eles ou eu. Engraçado que tem uma frase escrita em um muro aqui do morro que dizia o seguinte: Quando se cresce convivendo com o caos, tu só encontrar a paz nele. E é verdade, mesmo meu pai fazendo de tudo pra proteger a gente disso, eu acabei me envolvendo sem querer e agora talvez isso tenha se tornando um vício. Nos beco que ligava a principal já tinha gambé subindo, tava eu e outro menorzinho trocando com eles, aqui a gente não deixava passar ninguém. Depois de maior tempo trocando meu pai avisou que alguns já tinha recuado porém ainda tinha outros rodando o morro, eu corria pra c*****o na intenção de conseguir acabar com isso rápido, não sabia quanto tempo tinha passado, mas meu pulmão ardia e minha boca tava seca. —E aí filho? Tá tranquilo? — meu pai chegou por trás e eu encaro ele concordando. — tô gostando de ver, tá representando a família daquele naipe. E foi naquele instante que eu vi dois policiais chegando por trás, minha única reação foi quando um deles levantou a arma pra atirar no meu pai, felizmente eu conseguir acertar ele. O outro caiu duro no chão no mesmo instante e eu olhei para a laje de onde tinha vindo os tiros, vendo que quem tinha matado ele tinha sido o VA. —Atividade em c*****o, os bota ainda tão no morro, bora. — ele gritou e eu voltei a realidade. Meu pai só deu um sorriso e saiu da mesma forma que chegou. [...] Finalmente tinha acabado e mais uma vez a gente ganhou, aqui ninguém vai pacificar o meu morro, pra isso acontecer meu pai ou eu tem que tá debaixo de sete palmo. —Tô feliz pra c*****o pô, meu filho é meu maior orgulho, cês tinha que ver o que eu vi. — dizia empolgando contando pra geral que tava no bar. Todo mundo concordou em comemorar já que não tinha morrido ninguém dos nossos e os que tinha ficado ferido não foi nada grave. Não sabia nem quantas horas que era, só sei que eu tava bêbado e quando menos percebi estava no meio do beco com a Vitória me pagando um boquete. Foi só questão de segundos até minha mente viajar longe e a Maya aparecer, aquilo me deixou malucão, e só de imaginar ela ali me chupando, foi o incentivo para me fazer gozar na boca da mulher na minha frente. A mesma se levantou com cara de safada e eu já sabia o que ela queria, já virei ela de costa e encapei meu p*u antes de enfiar nela. Não tô nem doido de comer essas mina sem camisinha. Pode parecer loucura, mas só me vinha ela na mente, tava ficando doido mermo. —Isso Maya, rebola desse jeito. — sussurro dando um tapa na b***a da garota e na mesma ela me empurra. —Tu me chamou de quê sombra? — me olha furiosa e ali eu vi que já tinha fodido tudo. —Ih Vitória, tá malucona pô, falei foi nada. —Ah, vai se f***r, na moral mermo, devia tá lá comendo essa tal Maya em vez de me fazer perder o meu tempo. — a garota sai toda bolada arrumando a roupa e eu faço o mesmo. Pô a mandada me deixou duraço, s*******m. Mas também né? Eu tinha que abrir a minha maldita boca.
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