Quando estávamos saindo da Maré, eu vesti o moletom do Dom.. E que saudade dele. Do cheiro dele, do cuidado. Da risada. Ali no porão, meu medo era ser levada, mas ao mesmo tempo, era não ter mais o Dom comigo. Não viver mais no morro ou dormi na sala - nem tomar açaí com ele. Na pista, mesmo com o vento gelado, eu respirava livre.. A mão dele fazia carinho na minha perna, então abracei ele mais forte. Quando subimos pra casa, ele buzinou e foi em direção opostas aos meninos. Foi então que chegamos em casa. Era tão bom ter a sensação de algo familiar. - Chegamos em casa, minha ruiva. - Dom falava abrindo a porta da sala. Quando eu entrei, ele fechou e trancou. - Parece uma eternidade... longe da sua casa.. - Falei passando a mão no sofá. - É nossa minha ruiva.. Tu nunca mais sa

