Gabriella Lembro que vim a Nova York pela primeira vez aos 19 anos para assistir à um dos concertos que Arcadi Volodos faria nos EUA. Meu avião pousou e, apesar de Grace, uma amiga que fazia intercâmbio na faculdade de música, ter planejado me encontrar no aeroporto, ela precisou atender a uma emergência familiar. Então ela me mandou uma mensagem com orientações de como pegar o AirTrain, depois o metrô e depois como caminhar até o seu apartamento, onde nos encontraríamos. Soava simples, mas isso foi antes de eu entender que Nova York era muito maior que minha ingenuidade. Não era apenas a quantidade de pessoas e de placas, era o barulho. Mesmo acostumada com a agitação do Rio de Janeiro, senti-me um pouco perdida pelas ruas da cidade. E mesmo que hoje seja ridiculamente fácil me locali

