Lucca tinha um sorriso no rosto que não saia por nada, era mais um criminoso preso, a justiça estava sendo feita. A noite tinha sido ótima, nada poderia estragar aquilo, finalmente tinha acabado, agora seria a vez da justiça federal cumprir o seu papel. Ele viu Sherlyn entrar sorrindo também e o abraçou.
Sherlyn: Conseguimos!
Lucca: Sim, conseguimos.
Sherlyn: Você vai vê-lo?
Lycca: Não quero perder isso. Ela sorriu entendendo e viu o amigo se afastar e ir em direção a sala onde Carlos estava detido. - Esperei muito por esse dia. Disse com um sorriso nos lábios e Carlos não se abalou.
Carlos: Eu sei que sim.
Lucca: Então, como é a sensação de estar preso? Por que você não sabe como é a boa a sensação de colocar um político corrupto na cadeia. Disse ainda sorrindo e Carlos não se abalou.
Carlos: Eu não sei, mas talvez você possa me ajudar. Lucca cruzou os braços esperando ainda com um sorriso no rosto - Diga você, como é a sensação de ter uma esposa em perigo? O sorriso de Lucca morreu -Como é o nome dela? Ah! Me lembrei, Lia né? Um nome bem diferente por sinal, você tem uma esposa muito linda, Investigador, deveria cuidar melhor dela.
Lucca: Você não ouse chegar perto da minha mulher. Disse batendo as suas mãos na mesa, Carlos riu.
Carlos: Eu não posso, estou com as mãos algemadas. Disse irônico. - Sua esposa é bem gostosa. Tem bom gosto.
Lucca: Eu acabo com você se encostar um dedo nela. Disse raivoso.
Carlos: Eu não posso fazer nada com ela, mas você acha que nunca me preparei para quando esse dia chegasse? Doce engano, querido! Você tirou minha liberdade, nada mais justo eu tirar algo que você ama também, talvez fosse bom você procurar saber se sua esposa ainda está viva. Sabe como é né? Meus homens são muito eficientes. Ah avise a sua amiguinha que o filhinho dela será o próximo, ou quem sabe a mãe dela. Lucca não fico para ouvir mais nada. Sherlyn e Eric viram Lucca sair feito um furacão.
Sherlyn: O que foi?
Lucca: Me ameacou, ameaçou a Lia. Disse pegando o celular. Discada o número da esposa e ela não atendia. - Droga! Ele já sentia náuseas só de imaginar que algo pudesse acontecer a Lia.
Eric: Ele ameaçou fazer algo com ela?
Lucca: Ele deu a entender que a essa hora eles já fizeram alguma coisa. Sherlyn, ele ameaçou o seu filho e a sua mãe. Disse com pesar e ela nem ficou pegou suas coisas e saiu. Lucca não conseguia falar com Lia, aquilo o desesperou. Ele pegou suas coisas e foi atrás dela. Eric tinha que ficar na delegacia, mas tentou falar com Maria e saber se ela poderia entrar em contato com Maria. Era a hora do desespero todos estavam atrás de Maria.
Carlos realmente tinha razão, ele cumpria o que tinha dito. Lia pensou que seria um dia normal como outro qualquer. Mas agora ouvia os tiros, o medo já tomava conta. Ela se recordava de como estava feliz quando acordou, o corpo levemente dolorido pela noite de amor com o marido. Tomou seu café tranquila, se lembrou com tristeza quando sentiu que as primeiras cólicas vieram e em seguida sua menstruação desceu, era sempre um abalo emocional quando menstruava, tinha esperanças todo mês. Ela e o marido tinham uma vida s****l muito ativa e então ela sempre tinha esperanças, as vezes ficava rezando para as pílulas falharem, mas nem quando parou de tomá-las ela tinha conseguido engravidar. Por isso tinha ido até a farmácia mais próxima queria comprar absorventes e remédio, passou no supermercado para comprar algumas besteiras que gostava de comer nesses dias, foi quando ouviu um barulho dentro do local e tudo ficou em fumaça, ela m*l conseguia respirar, parecia que tinham jogado uma bomba caseira. Agora homens atiravam e gritavam ela se escondeu onde podia, mas não o suficiente. Um dos homens a encontrou.
- Peguei você! Se escondendo da gente, docinho? Disse no ouvido dela.
Lia: Por favor, por favor não me machuque! Pediu com voz de choro.
- Só vamos fazer o que nos pediram. Retalhar você todinha antes de devolver o corpo ao seu marido. A puxou pelos cabelos.
- Ande logo, mete bala nessa v***a. O outro pediu. Um dos homens que segurava Lia pegou uma faca.
- A ordem é clara, marcá-la e depois matá-la. Lia já tinha o rosto banhado pelas lágrimas.
Lia: Por favor, não façam nada. Eu entrego tudo o que tenho, tenho dinheiro na bolsa. Disse assustada com a lâmina na sua garganta.
- Não quero seu dinheiro.
-Ande logo com isso. Mais tiros foram trocados até às pessoas saírem correndo no desespero, uma atropelando as outras, um dos bandidos atirou para cima, fazendo ecoarem os gritos dos clientes e funcionários assustados. Foi então que ouviram uma sirene. Um denúncia anônima fora feita por um dos vizinhos, com os barulhos dos tiros e os gritos, deduziram ser um assalto e fizeram a denúncia.
- Vamos logo! Um dos homens gritou. Lia nem tivera tempo de reagir.
- v***a! Avisa ao seu marido para ficar esperto. Hoje foi você, amanhã pode ser a mamãezinha dele. Mande lembranças ao seu marido. Disse debochado e Lia sentiu a lâmina a rasgar. Eles saíram correndo e mais tiros foram trocados. Lia já não ouvia mais nada, a dor que sentia a cegava, tudo eram só sons distantes.
- Precisamos de uma ambulância. Um dos polícias pediu ao ver Lia caída sangrando. - Está ferida!
A viatura que fazia sua ronda que chegou ao local primeiro, mas logo no departamento já estavam ciente da ocorrência e fora um dos polícias que viu o paramedico socorrer Lia que a reconheceu.
- É a esposa do Investigador Lucca! Disse e dois polícias o encaram.
- É melhor avisá-lo, não sabemos a profundidade ainda do corte, pode ser que ela não resista, está perdendo muito sangue. Alertou. Quando Lucca recebeu a notícia quase não suportou ficar em pé. A dor que sentia e a possibilidade de perder Lia o sufocava. Chegou ao hospital junto a família. Logo em seguida Maria e Joanna chegaram também, mas ninguém tinha notícias. Levaram horas até que o médico que a atendeu veio até eles.
Lucca: Como ela está? Ela está bem né? Minha esposa está bem? Perguntou em desespero, mas o olhar do médico não correspondia as suas esperanças. O médico não tinha as melhores notícias.