Lucca olhou para o papel sorrindo sem acreditar, aquilo era a melhor a coisa em meses.
Lucca: Eu não acredito. Você conseguiu!
Sherlyn: Não foi tão fácil, mas estamos no caminho certo.
Lucca: Eu m*l posso acreditar, essas gravações, essas conversas, esses documentos incriminam de vez o Carlos.
Sherlyn: Sim, olha Lucca eu te ajudei nesses meses, mas agora é com você. Eu não posso te ajudar mais, meu filho foi ameaçado e por isso eu estou saindo do caso. Ele assentiu, ele a entendia.
Lucca: Foi bom trabalhar com você, fica tranquila que nada vai acontecer com seu filho.
Sherlyn: Por garantia, eu vou deixá-lo com o pai no fim de semana.
Lucca: Mas como você conseguiu isso?
Sherlyn: Eu tenho um amigo que estava fazendo estágio na acessória do partido dele e me devia uns favores.
Lucca: Pelo menos já temos o bastante para o indiciar, posso respirar por um pouco.
Sherlyn: Você conversou com a Lia? Ela deveria saber.
Lucca: Não quero preocupá-la.
Sherlyn: Ela é um alvo mais fácil sem saber de nada, você sabe disso.
Lucca: Eu sei, mas ela vai ficar assustada e preocupada. Eu não vou deixar que nada aconteça com ela
Sherlyn: A mulher é sua você quem sabe. Mas eu no seu lugar contaria. Ela sabe que você veio aqui ontem?
Lucca: Não, nem toquei nesse assunto. Ela já estava dormindo quando cheguei.
Sherlyn: Lucca, você vai acabar causando problemas no seu casamento. Deveria dizer a ela que recebeu uma ameaça, não só a você mas a ela também, eu comecei a te ajudar e nos tornamos amigos, não acho certo você esconder dela. Ainda mais agora que temos suspeita de um espião na própria delegacia.
Lucca: Eu sei. Mas por enquanto não vou contar nada.
Sherlyn: Tudo bem, não diga que não avisei. Disse o alertando.
Lucca: Preciso ir agora. Ela assentiu. - Vê se não exagera no vinho em. Ela riu.
Sherlyn: Pode deixar. Mas você é um estraga prazeres nem pra dividir a garrafa comigo.
Lucca: Eu só bebi uma taça para não fazer desfeita, mas precisa resolver esse seu lance com seu ex e não afogar as mágoas no trabalho e na bebida. Eles riram.
Bom, de fato os dois tinham se tornado amigos, Sherlyn chegou ao departamento de polícia e se rebateu com o caso em que Lucca trabalhava já há quatro meses. Um foi descobrindo a vida do outro e criando uma amizade, só que nos últimos dois meses Lucca recebeu uma ameaça de morte, para que ele largasse o caso, o que ele não fez, dois dias depois a ameaça era direcionada a Lia, claro que ele gelou só com a possibilidade da esposa ser um alvo e por duas vezes pensou em largar o caso, mas o serviço de proteção da justiça federal ficou de montar a segurança tanto dele quanto da esposa, agora era Sherlyn quem tinha sido ameaçada e o filho de 8 anos. Por isso ela estava saindo do caso. Os dois há duas semanas quando queriam falar sobre o assunto nunca era na delegacia, já que receberam informações de um infiltrado dentro da própria corporação.
Depois de um dia euxautivo de trabalho, em que ele tinha e entregado as provas contra Carlos, e com certeza no dia seguinte estariam em todos os jornais do país. Ele entrou em casa, A Lia estava encolhida no sofá, ele queria era comemorar, jantar fora com ela, fazer amor. Mas assim que ele se aproximou ela se afastou.
Lucca: O que foi? Perguntou confuso.
Lia: Não chega perto.
Lucca: Li, me fala o que aconteceu? Disse tentando se aproximar.
Lia: EU JÁ DISSE PARA NÃO CHEGAR PERTO DE MIM.
Lucca: Amor, me fala o que tem, eu não fiz nada para estar assim, ou fiz? Perguntou confuso.
Lia: COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO COMIGO? COMO PODE SER TÃO CÍNICO? HÁ QUANTO TEMPO VOCÊ TEM UM CASO? Gritou não aguentando ficar calada e ele arregalou os olhos. Que história de traição era aquela?
Lucca: Espera...o que?
Lia: Não finja que não sabe de nada, eu já sei de tudo, não precisa me fazer de i****a eu sei muito bem que você tem uma amante. Como é o nome dela mesmo? Ah já sei, Sherlyn. Disse debochada.
Lucca: Meu amor, de onde você tirou essa ideia absurda? Eu não tenho uma amante. Ele estava cada vez mais surpreso.
Lia: NÃO MINTA MAIS PRA MIM.
Lucca: Li, amor, olha para mim. Pediu a segurando firme pelos braços, a imobilizando, ela chorava, soluçava. Ele a via destruída e aquilo o machucava. - A única mulher que eu tenho, e que tive há nove anos é você, meu amor.
Lia: Eu vi, Lucca. Eu vi a mensagem no celular. Não precisa me enganar mais. Agora eu já entendi tudo.
Lucca: Você entendeu tudo errado, meu amor. A Sherlyn é uma amiga do meu trabalho, quando a conheci ela ainda era casada, há pouco tempo que passou por um divórcio, e nem mesmo assim eu a vi com desejo, ela só estava me ajudando em uma investigação.
Lia: E por que você foi beber com ela? Onde foi? Na casa dela? Em um motel? Perguntou com raiva e chorando.
Lucca: Não, amor. Não foi em nenhum motel. Foi na casa dela, porque na delegacia estamos com suspeita de que alguma pessoa estava passando informações, que havia um traidor, um policial corrupto. E na casa dela era o único lugar em que ninguém saberia de nada sobre o que estávamos falando.
Lia: E por que não aqui?
Lucca: Por que eu não queria te preocupar, e porque já era tarde. Eu não fiquei sozinho com ela se quer saber. Tinha a mãe dela e o filho dela.
Lia: Você beberam juntos. Disse enciumada e ele quis rir.
Lucca: Não bebemos juntos. Ela me ofereceu e eu bebi apenas uma taça ela tomou o resto, aceitei por educação, amor. Só isso e além disso nós somos só amigos.
Lia: Vocês não têm nada?
Lucca Não, minha vida. A única mulher que eu quero é você.
Lia: Você podia ter me contado. Disse bicuda.
Lucca: Eu sei que o meu trabalho te deixa assustada, preocupada e cheia de coisas nessa cabecinha. Eu não gosto de te ver assim. E além disso eu te disse que estava em um caso trabalhoso e muito importante. Ela assentiu. - Mas Li, quando alguma coisa te incomodar fala comigo, pergunta. Você viu essa Mensagem pela manhã e não me falou nada ficou alimentando um monte de coisa desnecessária na sua cabeça. Eu jamais iria te trair, amor. Nunca.
Lia: Me desculpe.
Lucca Tá tudo bem, o erro foi meu também. Eu deveria ter te contado que ganhei uma nova amiga. Ele a abraçou e ela respirou aliviada. Ele não a traía. - Eu quero comemorar. Nada de chorar. Foi por causa disso que você ficou toda estranha pela manhã, né? Ela assentiu - Sua boba. A beijou - Eu te amo, meu amor.
Lia Eu também te amo. Não quero te perder. Disse manhosa.
Lucca: Você não vai. Disse a apertando em seus braços. - Tome um banho, se arrume. Eu quero sair para comemorar. Ela assentiu e deu um selinho nele. Tudo estava em paz novamente.