Clara Oliveira 15 de maio de 2024 | São Paulo, Brasil O silêncio que se seguiu à decisão final do tribunal foi um alívio profundo, mas também um território desconhecido. Pedro estava livre. As correntes emocionais que Teresa havia colocado sobre ele durante toda a vida finalmente haviam sido rompidas. Mas, com a liberdade, veio a incerteza. Pedro, pela primeira vez em muitos anos, estava encarando um futuro sem a sombra constante da mãe, sem a culpa que sempre o acompanhou. E ele estava tentando entender o que significava ser ele mesmo. Nos primeiros dias após a audiência, Pedro permaneceu retraído, mas havia algo diferente nele. Não era mais o silêncio sufocante de antes, o peso esmagador de culpa e dúvida que ele carregava. Era mais como um período de reflexão — como se estivesse fina

