Os primeiros três meses de governo em Mittér não foram marcados pelo som estrondoso de tambores de batalha ou pelo tinir de espadas contra o basalto, mas pelo arranhar contínuo de penas sobre pergaminhos e pelo murmúrio exaustivo de embaixadores vindos de todos os cantos do continente. Governar, como Tuli frequentemente me lembrava nas madrugadas insones, era uma guerra de atrito contra a burocracia, onde cada cláusula m*l redigida tinha o potencial de se transformar em um banho de sangue nas fronteiras. Naquela manhã de sol brilhante, as abóbadas da Sala do Conselho Imperial estavam impregnadas com o cheiro acolhedor de café fresco, cera de abelha e sândalo. A colossal mesa redonda de basalto n***o, onde outrora os lordes batiam punhos e rosnavam ameaças veladas, estava agora coberta por

