Segurança

3101 Palavras
Ayme narrando- eu lutei tanto para não sentir o que eu sinto, más já vi que com o coração é impossível guerrear, eu amo o samurai com todas as minhas forças, más tenho medo desse amor, porquê não sou mais a mesma, a minha vida virou de cabeça pra baixo, não sei o que o destino me reserva e tenho medo disso, tenho medo de me perder , e não conseguir me achar, de esquecer o sonho da minha vida. O samurai foi para a boca, eu tomei um banho e dormi, amanhã a rotina segue a mesma. Acordei com o despertador, levantei me arrumei, engoli uma café forte e quente, dei um beijo na minha mãe, ainda não tive coragem de conversar com ela sobre o Jefferson, ele também não tocou mais no assunto, espero que tenha esquecido isso de entrar para a boca, vou vender a pulseira que o Daniel me deu, acho que vai ajudar de alguma forma. Peguei a pulseira, minhas coisas e sai de casa, a música que tava rolando na rádio da comunidade parou, a voz do samurai me fez sorrir. Samurai- salve comunidade, bom dia pra geral, e um especial para o amor da minha vida, te amo! Bora Bora turano, quem dorme sonha que batalha realiza, pra inveja é f**a-se! Tava descendo o morro até sorrindo depois desse bom dia, o neném parou do meu lado de moto. Neném- bom dia morena! Sobe aí que eu te levo. Não sei se devo ficar próxima dele depois de tudo o que ele me disse. Aymê- ainda tá cedo, eu vou andando mesmo. Neném- ainda somos amigos, eu trabalho pro samurai, qual foi? Aymê- tá bom. Cheguei na entrada do morro, lembrei da pulseira, será que ele sabe onde eu posso vender a pulseira? Neném- boa aula! Aymê- valeu, nené, espera, você sabe onde posso vender uma pulseira, uma joia? Neném- deixa eu ver. Tirei da bolsa e mostrei pra ele. Neném- essa deve ser cara, tem o ourives que faz uns trabalhos aí pra nós, posso ver com ele. Aymê- sério? Neném- de boa, vou lá fazer uma encomenda pro samurai e já vejo pra tu, pode crê? Aymê- muito obrigada. Entreguei a pulseira pra ele e fui para a parada, menos um problema tomara que dê uma boa grana. Um acontecimento raro, eu ir sentada no ônibus, más consegui, fui olhando pela janela e pensando em tudo, sorri feito boba já é um hábito, a cada lembrança do samurai que surge na minha cabeça. Cheguei na faculdade, a Isa passou por mim e m*l me olhou, a Rafaela diferente da Isa me olhou dos pés a cabeça e ainda sorriu com deboche, respirei fundo e continuei andando, enchi minha garrafa de água, fui na xerox peguei uns trocados jogados na bolsa e comprei a cópia da apostila, entrei na sala, assisti a duas primeiras aulas de uma professora. Lembrei que tenho que falar para o Daniel sobre a viagem, o samurai ir comigo é maravilhoso, ter ele por perto, talvez ele consiga sentir um pouco da magia que eu sinto com a moda, más também me dar uma aflição ele é explosivo e imprevisível, ele perto do professor não sei se é uma boa ideia. Não saí para o intervalo, preferi ficar na sala, fugir dos problemas não é a melhor solução, más no momento evita-los parece ser melhor , eu não tenho sangue de barata, eu errei com a Isa más não fiz por m*l e não sou obrigada a ouvir as piadas da Rafaela calada. Mandei mensagem para o samurai, más ele não me respondeu, deve tá dormindo. O intervalo acabou , a sala foi se enchendo, o Daniel entrou na sala. Daniel - bom dia turma! Todos deram bom dia. Daniel- vou colar a lista dos alunos que vão fazer a prova substitutiva da minha matéria na porta da sala, más antes vou ler aqui para confirmar os nomes. - Aline -André -Aymê Eu? Eu não paguei a prova, como assim tem alguma coisa errada. Daniel- se tiver faltando algum nome vocês me sinalizam. Pensei em dizer que eu não paguei, que meu nome não deveria estar na lista, más no final da aula eu digo. Assisti a aula, esperei todo mundo sair da sala pra falar com ele, que claramente também está esperando uma resposta minha. Aymê- oi professor. Daniel- professor? Aymê- Daniel, meu nome não tem que estar na lista, eu não paguei para fazer a prova. Daniel- eu acho que você esqueceu de pagar, então eu paguei. Aymê- você não poderia ter feito isso. Daniel- não posso? O que me impede? Eu não esperava por isso, fiquei sem graça e sem jeito. Aymê- eu vou devolver o dinheiro. Daniel- não precisa e o desfile qual a sua resposta? Aymê- a resposta é sim, eu vou. Daniel- que ótimo, vou te mandar os dados do hotel , das passagens, vai ser maravilhoso você vai ver. Ele falou sorrindo, empolgado, se soubesse que o samurai também vai, ele não estaria desse jeito. Aymê- tenho certeza! Daniel- estuda para a prova eu não vou facilitar. Eu ri e sai da sala, fui para a parada como sempre,peguei o ônibus, fui imaginando o desfile, com certeza vai ser incrível. Faltando duas paradas, para chegar na entrada do morro, dois caras anunciam o assalto, as pessoas acostumadas com a cena nem surpreendem, passam o que tem, graças a Deus deixei a pulseira com o neném, entreguei o celular para um deles, que pegou agoniado, o outro antes de descer passou por mim e falou para o outro. Xxx- tu ganhou a mulher do samurai? Xxx2- não pô!né ela não, já viu mulher de dono andar de baú e ter celular fuleiro? Xxx- de Rocha. Acho que além de assaltada fui humilhada, pensei em dizer que sou eu mesmo pode ver as mensagens, as fotos, más não sei se isso me garantiria meu celular de volta ou um tiro na cara, então fiquei na minha. Depois de um circuito pela delegacia, cheguei no morro, dessa vez o marola me levou para casa de moto, eu tirei a blusa, joguei as coisas em cima do sofá, tomei uma água gelada, belisquei alguma coisa nas panelas e me joguei no sofá. Cláudia- demorou hoje Aymê, o samurai já veio aqui duas vezes. Aymê- o ônibus foi assaltado, tô sem celular de novo. Cláudia- e você? Te machucaram? Aymê- não mãe, tá tudo bem. Cláudia- Glória a Deus, o importante é a vida o resto a gente corre atrás. Aymê- mãe é tanta coisa r**m que tá acontecendo na minha vida, que uma a mais não faz nem diferença. Cláudia- o neném deixou um envelope com dinheiro aí pra você, não é coisa errada não né Aymê? Aymê- é não mãe! Foi uma pulseira que eu ganhei que eu vendi, é para o bebê do Jeff. Cláudia- você sempre se preocupa comigo, com seu irmão, e sempre se deixa em segundo lugar. Aymê- hô mãezinha vocês são a minha vida. Cláudia- tô achando seu irmão esquisito, parece que tá aprontando alguma coisa . Aymê- a cabeça dele deve tá uma loucura. Com o dinheiro ele vai mudar ideia, acho que nem preciso falar nada com a minha mãe. Samurai narrando- acordei uma hora da tarde, o calor tá f**a, comi uma marmita dei uma telada no celular, respondi as mensagens da Aymê más ela nem visualizou, liguei no celular dela, más tá desligado, fui na casa dela duas vezes e ela não chegou ainda, fiquei grilado. Passei na casa da minha mãe, trombei a Rafaela. Samurai- chega aí. Rafa- tá falando comigo? Samurai- não pô, tô falando sozinho. Rafa- deixa o dinheiro da gasolina da semana aí em cima, e deixa também pra eu comprar uns livros da faculdade. Samurai- quer dinheiro c*****o? Vai trabalhar, a fonte secou. Rafa- saiu do tráfico? Samurai- não, a fonte secou pra tu, se vira faz teu corre, tú né mulher pra afrontar a Aymê? Vira mulher pra fazer o teu corre, c*****o. Rafa- ela foi chorar pra você? sabia! Samurai- quem tu pensa que é p***a? Tu paga de boa moça aí no asfalto, roupa de grife, carro do ano, silicone, mega, balada cara, faculdade, tudo com meu dinheiro c*****o e não me dá nem um bom dia. Rafa- é sua obrigação me dar tudo Samurai- obrigação o que p***a? tu já e de maior, nem meus pais tem obrigação com tu, acabou a mamata, só pago a faculdade e p***a nenhuma mais. Rafa- vai tirar de mim pra dar pra Aymê? que só tá com você pelo que você tem, ou você acha que uma dona linda como ela, que odeia bandido,te amou assim do nada? Bandido burro eim? Nem eu que sou sua irmã te levo a serio alguma mulher vai levar? Samurai- você é muito mala, a aymê me ama e vou dar sim a lua cravejada de diamante se ela quiser, tenho dó do meu parceiro. Rafa- que parceiro? Samurai- o neném já me contou a parada de vocês. Rafa- contou? Huuum Samurai- aí só vou te dar um aviso Rafaela, não atravessa meu caminho, a Aymê faz parte dele. Rafa- eu sou sua irmã, você vai fazer o quê?me matar? Samurai- irmã p***a nenhuma, até ontem eu era um Zé ninguém pra tú, eu sou do crime p***a e lá irmandade não corre no sangue. Não deixei nenhum real pra ela, f**a-se! Agora é a hora de trombar a Isa que deve tá achando que o bagulho tá bom pra ela. O LK tá na boca então vou levar a ideia certa com ela. Bati no portão ela abriu. Isa- o Lk não tá aqui. Samurai- meu papo é contigo mesmo, de qual foi de jogar culpa nas costas da Aymê? Eu meti a PT na cabeça dela e fiz ela falar as coisas, e se ela não tivesse falado, eu tava achando que tu tinha traído o LK e ia te matar. Isa- eu confiei nela. Samurai- na moral, tú e a Rafaela não é amiga de ninguém não pô, a Aymê cuidou da tua filha aí passou foi noite em claro, falou o que falou na ameaça, agora que tá tudo certo pro teu lado, tu não confia nela? Tomar no ** p***a. Ela ficou calada. Samurai- aí na moral é melhor ela ficar sozinha do que com umas amizade dessas. Sai doido e desci na casa da Aymê, ela tá jogada no sofá só de sutiã, conversando com a mãe dela. Samurai- e ai dona Cláudia Cláudia- chegou agora, assaltaram o ônibus. Samurai- de rocha quem foi? Como era os cara? Eles machucaram você? Aymê- oi amor! Não sei quem foi, nunca vi, não me machucaram só levaram meu celular. Samurai- não dá pra você ficar andado sozinha e nem de baú. Aymê- vou ficar aqui no morro presa? Sem chance. Nem eu ia querer prender ela no morro. Dei um beijo nela, já sei como resolver esse bagulho. Samurai- vai se vestir que nós vai sair. Ela foi tomar banho, a dona Claudia saiu e o Jeff entrou de cara fechada pra mim. Samurai- qual foi moleque? Jeff- o Lk me esculachou, falou que nem era pra eu tá vivo, que o crime não perdoa falha. Samurai- na boa moleque o crime não é pra tú, arranja um trampo firmeza, ganha pouco pô más é sossegado . Jeff- larga o tráfico então vai arrumar um trampo de boa, vai não né? Plantaram a humilhação na cabeça do pivete, e isso pra um homem é pior que tapa na cara, da humilhação pro crime é dois passos, provar que é melhor é questão de honra quando o cara é desacreditado. Samurai- se liga moleque, esfria a cabeça, não vai fazer merda. Ele não falou nada, entrou no quarto, a Aymê saiu do banheiro, se arrumou, entrou no quarto do Jeff com um envelope na não e saiu sem ele. Ayme- vamos! Samurai- tá gata! Aymê- pra você. Vamos aonde? Samurai- surpresa! Levei ela no shopping pra comprar um celular novo. Samurai- escolhe o que você quiser. Ela escolheu um barato. Aymê- esse! Samurai- esse não, esse aqui! Aymê- pra quê isso tudo. Samurai- para o amor da minha vida. Pedi para o vendedor o celular mais caro da loja, e paguei nota em cima de nota, saímos da loja, fomos lanchar, depois levei ela em uma loja de carros. Samurai- tô afim de comprar uma máquina nova, qual que você gostou vida? Aymê- não entendo de carros, más gostei desse. O novo Corolla vermelho, bonito até ,paguei o carro. Levei ela pra jantar num restaurante chique na Tijuca, não tem quem não olhe pra ela, garçom até gagueja pra falar, as madame tudo trabalhada nas joias se ofuscam no brilho dela. Aymê- confirmei a viagem com o professor. Samurai- soh! Não vejo a hora de ver a cara desse filho da p**a quando me ver. Saímos do restaurante, levei ela em casa, e fui pra boca. Aymê narrando- entreguei todo o dinheiro da pulseira para o Jeff, Deus ajude que ele tire da cabeça a ideia de entrar para o crime. Samurai me encheu de presentes, me deu celular caro, me levou para jantar em restaurante caro, me senti uma cinderela desfilando com o príncipe encantado. Cansada eu dormi e acordei com o despertador zuando, me arrumei e sai, levei um susto quando vi o corola vermelho parado na porta da minha casa, a música da rádio comunitária parou . Samurai- Bora Bora! O dia tá lindão, só perde pro meu amor, é seu vida! Sai da frente que a rainha do turano tá motorizada p***a! Te amo minha preta! Ótimo quem me achava interesseira agora vai achar o quê? Fiquei sem saber e o que fazer olhando o carro, sorri quando vi o samurai descendo o morro de moto, sem camisa. Os vizinhos que já não gostam, foram para a porta de casa ver o presente, 6:30 da manhã geral na rua de braço cruzado. Ele desceu da moto me olhou e sorriu. Samurai- bom dia meu amor. Dei um selinho nele, ele colocou a chave na minha mão e me beijou. Aymê- você é doido. Samurai- doidão por você! Quero carona até a entrada do morro. Ele abriu a porta do motorista eu entrei, olhei em volta parece um sonho de tão lindo, coloquei o cinto arrumei os retrovisores, ele ficou me olhando, fui dirigindo até a entrada do morro. Samurai- o marola vai dirigir pra você agora, ele vai fazer sua segurança. Tava bom demais para ser verdade. Ayme- eu não preciso de segurança. Samurai- lembra do jamal? Ele ainda tá me afrontando, bandido como ele é traiçoeiro meche com a família. Ayme- eu sei me cuidar. Samurai- para de ser marrenta Aymê, você nem vai perceber que o marola vai tá do seu lado. Aymê- Eu vou de ônibus. Ele segurou no meu braço. Samurai- não vai, foi assaltada ontem e se esse assalto já não foi coisa do jamal, vai de carro e com o marola, ou não vai! Ele falou daquele jeito que me dá medo, desci do carro, o marola assumiu o volante. O samurai veio me beijar mas eu virei o rosto, ele puxou meu rosto de volta e beijou. Samurai- é pro seu bem p***a! Não respondi, entrei no banco de trás do carro e fui com o marola. Marola- relaxa Aymê o chefe tá certo pô até resolver essa treta com o Jamal, tú tem que ficar em segurança pô, né pro teu m*l não pode crê? Fica bolada não véi. Aymê- de boa! Fazer o quê? Chegou na faculdade, desci do carro, todo mundo me olhando e olhando o segurança, que nem de longe é invisível. Rafaela narrando- isso não vai ficar assim, a Aymê acha que vou deixar isso quieto ela tá enganada, então ela foi chorar para o samurai? ele é tão o****o que não percebe, que ela só tá com ele por dinheiro, más eu vou acabar com a vidinha dela. Fui atrás do neném saber porquê ele falou para o samurai da gente e não me contou nada. Subi encontrei ele no beco perto da casa dele fumando maconha. Rafaela- e ai quero falar com você. Neném- fala! Rafaela- aqui não. Ele saiu da roda e caminhou na minha frente até a casa dele, abriu a porta eu entrei. Rafaela- você contou da gente para o samurai? Neném- contei, porquê? Rafaela- porquê a gente não tem nada. Neném- qual foi Rafaela? Rafaela- você mentiu pra ele, ou não quis dizer, que na verdade você quer a Aymê? Neném- tá doida? De onde você tirou isso? Tá vacilando Rafaela. Rafaela- tô vacilando? Eu vi as fotos dela no seu celular, e quando você tava dormindo do meu lado e chamou o nome dela? eu não sou i****a neném! Eu sempre soube que foi ela que fez você me tratar diferente. Neném- tá jogando conversa fora p***a! Rafaela- corta essa bebê, vocês dois se pegam. Ele me jogou na parede e me enforcou. Neném- não tem ninguém se pegando não c*****o! Para com essa ideia errada c*****o. Rafaela- me solta você tá me machucando. Neném- eu tô contigo p***a, tú quer namorar a gente namora. Ficou nervoso demais, ele deve. Rafaela- eu e você? Namorar? É o auge namorar um favelado, traficante que fala tudo errado, que não sabe diferenciar taça de vinho de taça de Chopp, no off é bom, más explanar assim, nunca! Más perdi a fonte e tenho que arrumar outra. Neném- namorar sério, das antigas que nós tá nesse rolo pô, bora se assumir. Rafaela- eu aceito namorar com você. Gosto do neném só não gosto do fato dele ser como ele é, é vergonhoso, essas roupas, essas correntes, esse jeito de falar, esse cabelo, esse monte de tatuagem. Essa parada da aymê não me desceu ainda tem alguma coisa aí, se tiver eu descubro. Ele me beijou com carinho. Neném- eu gosto de tú véi. Tenho que arrumar a grana da gasolina, já não fui pra faculdade hoje. ❤O professor pagou a prova, será que vai dar r**m? O pobre todo empolgado com a viagem, m*l sabe ele. O dia da pobre da aymê não é fácil, assaltada de novo? Toma Rafaela se vira, Isa ficou até sem ter o que falar. Jeff foi tirado pelo LK, ele vai sossegar com o dinheiro da pulseira? Aymê ganhou, Celular caro, carro novo e o marola na cola. Rafaela enquadrou o neném, estão namorando.
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