O palácio parecia mais frio do que Noah lembrava. Não era o mármore impecável,nem os corredores imensos era o peso. O silêncio rígido a sensação de que ali ele não era uma pessoa era um símbolo. Quando as grandes portas do salão principal se abriram, Noah já sabia o que encontraria. O rei.Seu pai, sentado no trono elevado, postura impecável, olhar duro. Ao lado, conselheiros, assessores todos observando.Esperando. — Finalmente decidiu voltar — disse o rei, a voz ecoando pelo salão. Noah caminhou até o centro,sem se curvar,sem desviar o olhar. — Eu não “decidi”. Fui trazido. O silêncio caiu pesado. O rei estreitou os olhos. — Não me desafie. Noah respirou fundo. Aquilo precisava acabar.Ali naquele momento. — Eu preciso falar. O rei fez um gesto breve com a mão. — Fale. Noah

