— Então, consegue fazer o feitiço? — perguntou Elliot.
— Eu não sei, esse feitiço é forte e eu precisaria das outras bruxas e não sei se elas irão querer me ajudar — respondeu Katherine.
— Você poderia conversar com elas? — indagou Anna. — Pelo menos tentar.
— Talvez, mas não é certeza.
— Tudo bem, obrigada mesmo assim — sorriu Anna.
— Eu vou tentar fazer contato com as outras bruxas. Posso fazer aqui?
— Fique a vontade — respondeu Noam.
Katherine sentou no tapete, de frente para a pequena mesa que estava na sala. Ela pegou algumas velas e as colocou em cima da mesa, as acendendo em seguida.
Katherine agora estava com os seus olhos fechados, tentando concentrar-se.
Algum tempo depois, Katherine começou a fazer contato com as bruxas. Agora as lâmpadas começaram a falhar e o fogo das velas começaram a ficar intensos. Logo depois, Katherine saiu de sua transição, voltando e abrindo os olhos.
— Está tudo bem? — perguntou Liam.
— Elas concordaram, vão nos ajudar — responder Katherine, levantando-de do chão.
— Muito obrigada! — agradeceu Louise.
— O feitiço acontecerá amanhã, às meia-noite. Por favor, não se atrasem.
— Estaremos lá — disse Noam.
— Acha que vai dar certo? — perguntou Anna.
— Espero que dê — respondeu Elliot.
— E se não der? Ainda teremos outra chance? — indagou Liam.
— Talvez — disse Louise.
Assim que Katherine foi embora, em seguida, Elliot e Louise retiraram-se também.
— E agora, o que faremos? — perguntou Noam sentando-se no sofá.
— O jeito é esperar — respondeu Liam.
— Temos que encontrar nossos pais também — disse Anna.
— E como faremos isso?
— Taí o problema.
P.O.V. Hoffmann.
Assim que Elliot e Louise chegaram no apartamento de Elliot, os mesmos encontraram Karl sentado na poltrona da sala, os esperando.
— Finalmente, pensei que teria que dormir aqui — disse Karl levantando-se.
— O que está fazendo aqui? — perguntou Louise.
— Louise — sorriu cínico. — Quanto tempo
— O que faz aqui? — perguntou Elliot.
— Vim fazer uma surpresa para vocês.
— Nós não temos nada para falar com você, então se não for muito incômodo, peço que se retire da minha casa — pediu Elliot.
— Vai mesmo expulsar-me da sua casa, Elliot? Pensei que gostariam de rever-me — sorriu debochado.
— Saía!
— Tudo bem — disse Karl aproximando-se da porta. — Boa sorte para tentarem m***r o seu próprio irmão — disse ele retirando-se do apartamento.
— Como ele sabe? — indagou Louise.
— Não faço ideia! Provavelmente alguém está contando os nossos planos para ele.
— Mas quem?
— Acredito que seja a pisadeira, Kate! Ela esteve no quarto da Louise, e Karl provavelmente deve ter a mandado lá.
— Será que a pedra que ela nos deu, é a verdadeira?
— Não sei, mas se for falsa, é uma cópia ótima.
— E agora?
— Vamos ter que fazer o feitiço para termos certeza.
— Que d***a! E se mostrarmos para a Katherine?
— Não acredito que ela vá perceber ou diferenciar
P.O.V. Anna Green.
Havia saído para distrair a minha mente um pouco, pois esse assunto de magias, estavam-me deixando ‘stressada’.
Entrei no bar, onde eu e os meus irmãos já eram acostumados a ir, e sentei-me no banco, de frente para o balcão.
— O que vai pedir? — perguntou o barman.
— Apenas uma cerveja, por favor.
— Claro.
Assim que o barman retirou-se, Karl aproximando-se e sentou ao meu lado, novamente.
— Que bom revê-la por aqui novamente — sorriu ele.
— Para mim, é o maior desprazer em reencontrá-lo — respondi sem olhá-lo, com os meus olhos ainda no cardápio.
— Qual foi — colocou uma de suas mãos em meu queixo, tentando virá-lo.
— Não me toque! — retirei sua mão de mim, o olhando agora.
Suspirou ele. — Nós não fomos apresentados decentemente. Prazer, sou Karl Hoffmann — estendeu sua mão.
— Onde estão os meus pais?
Assim que eu perguntei, o barman havia voltado com a cerveja.
— Aqui está — disse o homem, colocando a cerveja na minha frente e logo em seguida retirando-se.
— Ótima bebida — sorriu levemente.
— Vai responder a minha pergunta, ou vai ficar mudando de assunto?
— Seus pais estão bem, não se preocupe.
— E pelo qual motivo você os pegou? Por que precisa deles?
— Creio que esse assunto não lhe pertence.
— Eu só quero os meus pais de volta — respondi cabisbaixa.
— Garanto que seus pais estarão de volta, quando você menos esperar.
Karl levantou e retirou-se do bar.
P.O.V. Irmãos Green.
Assim que Anna voltou para a casa, a mesma direcionou-se até a sala e sentou no sofá, onde Liam e Noam estavam.
— Karl apareceu no bar novamente.
— Estou começando a supor que Karl está perseguindo você — respondeu Noam.
— Ele está perseguindo todos nós!
— Mas você foi a única com que ele conversou.
— Está querendo insinuar o que com isso?
— Não sei, talvez ele se sinta atraído por você.
— Não seja i****a Noam!
— O que o Noam falou não é idiotice Anna, talvez ele tenha razão — concordou Liam.
— Até você? Pensei que você era o único sensato, mas já vi que estava errada.
— Tem que começar a encarar os fatos Anna.
— Os únicos fatos aqui, é de que vocês dois são uns idiotas!
— Fala sério Anna! Ele "encontra" você duas vezes no bar e ele decide que você será a única com que ele irá conversar pessoalmente. Se isso não foi "paquera", então eu não sei o que é! — disse Noam.
— Ele disse sobre os nossos pais — disse Anna, tentando mudar de assunto.
— O que ele falou? — perguntou Liam.
— Que nossos pais estão bem e quanto menos esperarmos eles estarão de volta.
— O que ele quis dizer com isso?
— Eu não sei, talvez ele solte em breve os nossos pais.
— Espero que não seja tarde, tenho tantas perguntas a eles.