Assim que os Green e os Hoffmann chegaram na casa, onde Anna estava, os mesmos desceram do carro e seguiram em direção a entrada.
O lugar se encontrava num local distante da cidade. A casa era média, havia um pequeno muro e em seu meio, um pequeno portão. Em seu redor, era repleto de gramados e árvores.
Os Green, Elliot e Louise entraram na casa primeiro, para depois Karl entrar e resgatar Anna.
Assim que Karl entrou na casa, o mesmo caminhou até os quartos, tentando encontrar Anna. Algum tempo depois, Karl conseguiu ouvir alguns gemidos de dor, vindos do porão. Ao chegar no mesmo, Karl abriu a porta e desceu vagarosamente, tentando não chamar atenção ou fazer barulhos.
— Último aviso Anna, ou a próxima bala será na cabeça — sorriu o homem sádico.
— Eu já disse, eu não sei onde estão! — exclamou Anna chorando.
Assim que o homem foi pegar a sua arma, Karl rapidamente correu até ele e quebrou seu pescoço, em seguida, arrancando sua cabeça.
— Anna — disse Karl, abrindo a cela e a tirando.
— Como soube que eu estava aqui?
— Eu conheço uma bruxa.
— Tem outros nesta casa, eles vão vir até aqui.
— Está tudo bem Anna, seus irmãos estão aqui. Vem — disse Karl, a puxando pela mão e a levando até o carro.
Assim que ambos chegaram até o Carro, Karl colocou cuidadosamente Anna no acento de trás, sentando ao seu lado.
— Ai — gemeu Anna com dor, colocando as suas mãos em sua barriga.
— Está com dor?
— A bala ainda está aqui, o ferimento não irá cicatrizar se a bala não sair.
— Tudo bem, eu posso ajudar-lhe. Onde está o ferimento?
Anna subiu sua blusa, até a barriga, mostrando a ferida, que a mesma estava atingida no lado da cintura.
— Tudo bem, isso vai doer um pouco, mas vai ser rápido.
Assim que Karl colocou sua mão no ferimento de Anna, tentando retirar a bala, a mesma começou a gritar de dor, com os seus olhos marejados.
— Pronto, eu já retirei, está tudo bem — disse Karl jogando a bala fora.
— Obrigado — agradeceu Anna ofegante, ainda com dor.
Karl sorriu levemente.
— Onde estão os outros?
— Eles devem estar falando com algum dos homens. Bem, eu já vou indo.
— Não! — exclamou Anna, pegando na mão de Karl. — Por favor, não me deixe sozinha.
— Tudo bem, eu vou ficar aqui.
P.O.V. Irmãos Green e Hoffmann.
Os Green e os Hoffmann estavam na sala da casa, com um dos homens amarrados numa cadeira, tentando saber do porquê haviam sequestrado Anna.
— Então me diz, por que vocês pegaram a minha irmã? — perguntou Liam.
O homem os olhou com repulsa, ignorando a pergunta.
— Acho que tenho uma ideia melhor — respondeu Noam. — Que tal, eu torturá-lo? Para cada pergunta que ele não responder — sorriu sádico.
— Eu amei essa ideia! — concordou Louise, aproximando-se de Noam e ficando de frente para o homem.
— Então é melhor abrir a boca — disse Liam.
— Vocês não vão conseguir saber de nada! — respondeu o homem com a sua fechada.
— Tudo bem.
Noam pegou um alicate, que havia em cima da lareira e se aproximou novamente do homem. O mesmo pegou as mãos do moço e cortou um dedo, fazendo com que o homem gritasse.
— O primeiro será esse, qual será o próximo que eu vou escolher? — perguntou Noam, com o dedo do homem em suas mãos.
— Então, o que querem?! — indagou Elliot.
— Nosso chefe quer os cristais — respondeu o homem com dor.
— E por que? — disse Liam.
O homem novamente ignorou a pergunta, os olhando ainda irritado.
— Ok — disse Noam.
— Não, agora é a minha vez — falou Louise, aproximando-se do homem.
— Tudo bem, tudo bem! Eu falo — respondeu o moço.
— Então diga-nos! — disse Elliot.
— Ele quer as pedras para reuni-las e m***r todas as criaturas.
— E quem é o seu chefe? — perguntou Noam.
— Não sabemos, ninguém o viu ainda.
— Viu como é fácil falar?! — falou Liam.
— Obrigado — agradeceu Elliot.
Os mesmos saíram da casa o deixando amarrado. Ao voltarem para o carro, entraram no mesmo e seguiram para a casa dos Green.
— Você está bem Anna? — perguntou Liam.
— Eu estou, Karl me ajudou.
— E onde está o Karl? — indagou Elliot.
— Ele foi embora
Ao chegarem na casa dos Green, os mesmos desceram do carro e caminharam até a porta, entrando em seguida e direcionado-se até a sala.
— Descobriram o que eles queriam? — perguntou Anna sentada no sofá.
— Eles estavam querendo os cristais, o chefe deles os mandou para pegá-los — respondeu Noam.
— E quem é o chefe deles?
— Não sabemos, eles também não sabem e nunca o viram — disse Liam.
— E como ele nos conhecem?
— Também fiquei intrigada com isso — disse Louise.
— Talvez eles já tenham nos visto, principalmente o chefe deles — falou Elliot
— Ele sabe que os cristais estão com a gente — disse Liam.
— Só precisamos recuperar o da Kate — respondeu Noam.
— Espero que não seja complicado.
Assim que Elliot e Louise foram embora, os Green subiram para os seus quartos e foram descansar.
P.O.V. Anna.
Estava no meu quarto, terminando de escovar os meus dentes. Assim que saí do banheiro, avistei Karl na janela, esperando por mim.
— O que está fazendo aqui?
— Vim ver se você está bem — respondeu ele aproximando-se.
— Eu estou bem, obrigado.
— Certeza? — perguntou ele com as suas mãos no rosto.
— Sim, não precisa se preocupar — abaixei a minha cabeça, olhando para o chão.
Karl olhou-me fixo, levantando meu rosto para olhá-lo.
— Está tudo bem não se sentir bem Anna. Hoje o que você passou, foi... — o interrompi.
— Não! Por favor Karl, eu não quero falar sobre isso.
— Tudo bem.
— Já pode ir. E eu estou bem. Já estou melhor!
— Ok, já estou indo.
Enquanto Karl se afastava, eu continuava de pé o olhando, mas em seguida, Karl parou de andar, voltando rapidamente para a minha direção e em seguida beijando-me.
— Karl... — afastei-me lentamente dele.
Karl olhou-me e em seguida foi embora.