— Vocês acham que a Anna trairia a gente? — perguntou Noam, no banco de trás do carro, junto com o seu irmão e os Hoffmann.
— Acredito que não, é a Anna sabe — respondeu Liam.
— Assim espero, porque se não, vamos ter sérios problemas — disse Elliot.
— A minha mãe voltou — contou Liam.
— Como? E você só nos fala agora? — disse Louise surpresa.
— Sabem de como ela saiu de lá? — perguntou Elliot.
— Acreditamos que possa ter sido Karl que tenha a tirado — respondeu Noam.
— E pelo qual motivo ele faria isso?
— Ele gosta da Anna, talvez ele tenha sentido "pena" dela e tenha tirado a nossa mãe.
— Podemos falar com a sua mãe? — perguntou Louise.
— Fiquem a vontade — respondeu Liam.
Assim que os mesmos chegaram na casa dos Green, desceram do carro e seguiram em direção a porta, entrando em seguida.
— Visitas? — indagou Martha. — Olá Elliot e Louise. — cumprimentou com um leve sorriso.
— Oi Martha — cumprimentou Elliot.
— É bom revê-la novamente, depois de tantos anos — respondeu Anna.
— Então, o que querem? — perguntou Martha.
— Queremos conversar um pouco com você, podemos? — disse Elliot.
— Claro, fiquem a vontade. Mas por que não conversamos enquanto comemos? Acabei de preparar a janta.
— Claro, tudo bem.
Assim que os irmãos Hoffmann e a família Green sentaram na mesa, os mesmos começaram a comer e a conversar.
— Então, sobre o que queriam falar?
— No dia em que você e seu marido desapareceram, o que houve? — perguntou Louise.
— Bem... Nós estávamos tentando fugir da sua família, então tivemos que fugir para longe e deixar os nossos filhos, mas felizmente nada os aconteceu.
— Sobre isso, eu quero pedir desculpas pela minha família ter caçado vocês — Elliot se desculpou.
— Agradecida!
— E sobre a carta que você nos deixou, o que estavam escondendo? — indagou Liam.
— Acho que isso é uma conversa para outra hora querido — sorriu Martha sem jeito.
— Talvez você deveria contar do porque agora, mãe! — respondeu Noam.
— Acho que não!
— Mas nós deveríamos saber a verdade!
— Noam, meu filho, eu disse outra hora, podemos?
Noam a olhou irritado, batendo na mesa.
— Você já nos escondeu coisas de mais, deveria começar a falar agora!
— Não aqui e não me faça repetir.
— Noam, por favor — pediu Anna.
Noam suspirou fundo, tentando manter a calma, mas o mesmo não conseguiu. Noam se levantou e se aproximou de sua mãe, jogando seu prato no chão.
— Noam! — exclamou Liam.
— Pode deixar — sorriu Martha irritada.
Martha se levantou e pegou uma faca de peixaria na gaveta da cozinha, em seguida voltou para a sala de jantar e rapidamente se aproximou de Noam, enfiando a faca em sua barriga, o fazendo ficar contra parede.
— Eu sou sua mãe e você me deve respeito! Se eu digo que devemos conversar sobre o assunto em uma outra hora, então apenas aceite e cale a boca! — disse ela firme.
Assim que Martha retirou a faca da barriga de Noam, a mesma pediu licença e subiu para o seu quarto.
— Parece que Noam estragou tudo, de novo — disse Liam.
— Talvez as perguntas fiquem para uma próxima — respondeu Elliot.
— Antes de irmos, precisamos da pedra — pediu Louise.
— Vou pegá-las.
Enquanto Liam subia para pegar as pedras, Anna ainda se mantia na mesa, preocupada do que os mesmos iriam achar quando não encontrasse os cristais.
— Elas não estão aqui — disse Liam descendo as escadas.
— Como assim não estão aqui? — perguntou Noam confuso.
— Você viu direito? — indagou Anna, tentando não demonstrar medo.
— Eu vi, elas não estão aqui!
— Karl deve ter as pegado — respondeu Elliot.
— Que d***a! Será que ele pegou as que estavam na sua casa também?
— Provavelmente.
— E agora? Sem elas não temos como m***r o Karl — falou Louise.
— Tudo bem, vamos manter a calma, Só me dê alguns minutos com ele.
P.O.V. Irmãos Hoffmann.
Assim que Elliot chegou na casa de Karl, o mesmo apertou a campainha e aguardou. Algum tempo depois, seu irmão o atendeu.
— Elliot, que bom vê-lo — sorriu. — E vejo que trouxe uma Ninfa.
— Olá irmãos, como está?
— Sabe que estou bem.
— Podemos entrar?
— Claro, fiquem a vontade.
— Agradecido.
Assim que entraram, os mesmos direcionaram-se até a sala.
— Então, o que vieram fazer? Tomar um chá com o seu querido irmão?
— Talvez fique para depois.
— É claro.
— Vou direto ao ponto. Você pegou os cristais?
— E por que eu pegaria algo se nem eu sei onde estão.
— Sério? Por que sua cara diz outra coisa.
— É? O que ela diz?
— Que está mentindo! Por que quer tanto as pedras Karl?
— Por que você quer tanto elas? Apenas para me m***r? Ou é mais que isso?
— Vejo que não sabe de nada.
— É, eu não sei de nada mesmo!
— As pedras Karl.
— Eu já lhe disse que não estou com ela, pare de ser insistente!
— É claro. Alyia, quer fazer as honras?
Alyia se aproximou de Karl, o olhando fixo. Em seguida, Karl começou a sentir dor de cabeça muito forte. Logo depois, Karl levantou sua cabeça.
— Eu sou um vampiro de mil anos, vocês terão que fazer melhor — sorriu cínico.
Karl se aproximou de Alyia e pegou em seu pescoço, a levantando.
— Você não pode fazer nada contra mim!
Elliot vendo que Alyia começou a perder seu fôlego, o mesmo enfiou uma lança nas costas de Karl, fazendo com que o mesmo caísse de imediato.
— Nós vamos recuperá-las e quando estivermos com ela, nós vamos m***r você!
Karl riu irônico. — É isso o que nós vamos ver.