Capítulo 18 - Proteja-o se puder.

1161 Palavras
— Então será hoje o feitiço? — perguntou Noam, sentado no sofá. — Sim! Espero que Katherine consiga retirar a magia — respondeu Liam. — E se não conseguirem? — indagou Anna. — Bem, aí você pede a ele, quem sabe ele não tenha um pouco de piedade da garota que gosta — disse Noam. — Deixe de ser i****a! — Anna revirou os olhos. — Tudo bem, agora é só esperar — falou Liam. Ao entardecer, os irmãos Green entraram no carro e seguiram em direção a caverna. Assim que os mesmos chegaram, eles encontram-se com Katherine e os Hoffmann, que os mesmos já estavam os esperando. — Finalmente! — exclamou Louise. — Não seja exagerada — disse Noam. — Está pronta? — perguntou Liam. — Sim — respondeu Katherine, ainda hesitante. Assim que os Green, os Hoffmann e Katherine entraram na caverna, os mesmos seguiram para os caixões. — Bom, aqui está eles — disse Elliot. — Tudo bem — Katherine suspirou fundo. — Vou começar. — Se não estiver pronta, podemos fazer em um outro dia — falou Anna. — Não, tudo bem, eu consigo — sorriu levemente Katherine. Katherine ajoelhou-se no chão e fechou os olhos, em seguida, a mesma começou a dizer algumas frases em outro idioma, tentando desfazer o feitiço. As chamas das velas começaram a aumentar e os caixões a se mexer. Algum tempo depois, o nariz de Katherine começou a sangrar e a escorrer de um lado. — O nariz... — disse Liam, aproximando-se de Katherine. — Não! — falou Elliot, o impedindo de chegar ao lado de Katherine. — Se ela não parar, ela pode acabar morrendo! — respondeu Liam irritado. — Ela é uma bruxa, ela consegue! Em seguida, Katherine parou o feitiço, abrindo os seus olhos, cansada de toda a força e limpando o sangue do nariz. — Não consigo — disse ela, ainda ajoelhada. — Você não consegue ser um pouco mais forte? — perguntou Louise. — Forte? Está me chamando de fraca? — Katherine a olhou incrédula. — Não sei, estou? Katherine levantou e aproximou-se de Louise, agora irritada. — Eu estou fazendo um favor à vocês! Estou colocando a d***a das minhas forças só para tentar retirar uma magia, correndo risco de morrer, porque eu estou sendo solidária! Enquanto Katherine falava, seus olhos começavam a escurecer, ficando pretos. Louise ao perceber, afastou-se da mesma, preocupada com que poderia acontecer. — Tinha que ser uma Hoffmann, sempre m*l-agradecidos, arrogantes, achando que sabem de tudo! Por vocês, eu não faço mais nada! — esbravejou ela. — Calma Katherine, tenho certeza de que Louise não quis dizer isso — disse Elliot. — NÃO! — gritou Katherine. Katherine agora estava parada na frente de Louise, com a sua face irritada. Em seguida, Louise começou a sentir uma dor imensa em sua cabeça, fazendo com que a mesma caísse no chão, gritando de dor e com as suas mãos em sua cabeça. — O que está fazendo? — perguntou Louise, com os olhos marejados. — Por favor para. — Katherine, pare! — exclamou Liam. Katherine não respondia os pedidos, apenas ficava em pé, olhando fixamente para Louise, que a mesma ainda se mantia no chão. — Você vai matá-la! — disse Elliot, que o mesmo estava ajoelhado ao lado de Louise. Anna aproximando-se de Katherine e a chacoalhou, tentando fazer a mesma voltar. Assim que Katherine a olhou, ela parou o feitiço, trazendo alívio para Louise. — Para com isso — disse Anna. — Da próxima, eu faço a sua cabeça explodir — disse Katherine, olhando para Louise e em seguida retirando-se da caverna e indo embora. — Louise, está bem? — perguntou Elliot. — Minha cabeça — respondeu Louise num tom baixo. — Parece que Katherine tem muitos poderes, só não sabe como usar — respondeu Noam. — Não conseguimos abrir os caixões e agora? — perguntou Liam. — Teremos que convencer Katherine a nos ajudar novamente — respondeu Anna. — E agora, sem a Louise! — afirmou Noam. — E depois? — indagou Anna. — Depois matamos Karl — disse Liam. Assim que os Green voltaram para casa, os mesmos entraram e sentaram no sofá, tentando descansar. — Se não fosse Louise, Katherine não teria desistido — disse Liam. — Infelizmente ela teve que abrir a boca! — falou Noam. P.O.V. Anna Green. Estava em meu quarto, pensando no que Liam havia falado, sobre m***r Karl. Estava hesitante em fazer isso, não queria que o feitiço acontecesse. Levantei-me da cama e retirei-me de casa, saindo pela janela, para que os meus irmãos não me vissem e segui para a casa de Kate. Ao chegar, desci do carro e caminhei até a porta, batendo na mesma em seguida. — Olha só quem está aqui e vi que veio sozinha — sorriu Kate. — Queria pedir-lhe uma coisa — respondi. — Pois então, o que quer? — perguntou ela. — O endereço de Karl. Kate sorriu, debochando da situação. — O endereço de Karl? Para que? Vai ir fazer "coisas" com ele? — não seja i****a! Pode me mandar logo? — Tudo bem, aqui está! — disse ela, enviando-me um papel. — Obrigada. — Aproveite — sorriu ela. Revirei os olhos e retirei-me da varanda de Kate. Entrei no carro e segui para a casa de Karl. Ao chegar no mesmo, desci e caminhei até sua porta, a batendo em seguida. — Anna? — disse Karl surpreso por me ver. — Podemos conversar? — Claro, entre — deu-me passagem para entrar. Assim que entrei, Karl me conduziu até a sala. — Obrigado. — Então, o que quer? — Queria saber se a pedra está segura com você. — Veio aqui para pegar a pedra? Tem mais pessoas com você? — perguntou ele olhando ao redor. — Não! Eu só quero saber se você a guardou em um lugar onde ninguém possa achar, nem os meus irmãos e nem os seus. — Eu não estou entendendo Anna, você está querendo saber o que exatamente? — Só responda-me! — Sim, ela está, os seus irmãos e os meus não vão encontrar. — Ótimo! — O que está havendo? — É que... — falei hesitante em terminar. — É que eles querem te m***r, mas eu não quero que você morra — respondi. — Como? — sorriu Karl confuso. — Enfim, eu já vou indo. — Não, espera. Estava parada em sua frente, sem reação e sem saber o que fazer, pois isso envergonhava-me, principalmente por dizer o que eu sentia. Karl olhou-me fixo, com um sorriso em seus lábios, em seguida, o mesmo aproximou-se rapidamente e me beijou. Karl me beijava docemente, com uma de suas mãos em minha cintura e a outra no meu rosto. Em seguida, o mesmo parou ofegante. — Não acredito que vou dizer isso, mas eu amo tanto você — disse ele num tom baixo, com a sua mão ainda no meu rosto, voltando a me beijar em seguida.
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