— Então será hoje o feitiço? — perguntou Noam, sentado no sofá.
— Sim! Espero que Katherine consiga retirar a magia — respondeu Liam.
— E se não conseguirem? — indagou Anna.
— Bem, aí você pede a ele, quem sabe ele não tenha um pouco de piedade da garota que gosta — disse Noam.
— Deixe de ser i****a! — Anna revirou os olhos.
— Tudo bem, agora é só esperar — falou Liam.
Ao entardecer, os irmãos Green entraram no carro e seguiram em direção a caverna. Assim que os mesmos chegaram, eles encontram-se com Katherine e os Hoffmann, que os mesmos já estavam os esperando.
— Finalmente! — exclamou Louise.
— Não seja exagerada — disse Noam.
— Está pronta? — perguntou Liam.
— Sim — respondeu Katherine, ainda hesitante.
Assim que os Green, os Hoffmann e Katherine entraram na caverna, os mesmos seguiram para os caixões.
— Bom, aqui está eles — disse Elliot.
— Tudo bem — Katherine suspirou fundo. — Vou começar.
— Se não estiver pronta, podemos fazer em um outro dia — falou Anna.
— Não, tudo bem, eu consigo — sorriu levemente Katherine.
Katherine ajoelhou-se no chão e fechou os olhos, em seguida, a mesma começou a dizer algumas frases em outro idioma, tentando desfazer o feitiço.
As chamas das velas começaram a aumentar e os caixões a se mexer.
Algum tempo depois, o nariz de Katherine começou a sangrar e a escorrer de um lado.
— O nariz... — disse Liam, aproximando-se de Katherine.
— Não! — falou Elliot, o impedindo de chegar ao lado de Katherine.
— Se ela não parar, ela pode acabar morrendo! — respondeu Liam irritado.
— Ela é uma bruxa, ela consegue!
Em seguida, Katherine parou o feitiço, abrindo os seus olhos, cansada de toda a força e limpando o sangue do nariz.
— Não consigo — disse ela, ainda ajoelhada.
— Você não consegue ser um pouco mais forte? — perguntou Louise.
— Forte? Está me chamando de fraca? — Katherine a olhou incrédula.
— Não sei, estou?
Katherine levantou e aproximou-se de Louise, agora irritada.
— Eu estou fazendo um favor à vocês! Estou colocando a d***a das minhas forças só para tentar retirar uma magia, correndo risco de morrer, porque eu estou sendo solidária!
Enquanto Katherine falava, seus olhos começavam a escurecer, ficando pretos. Louise ao perceber, afastou-se da mesma, preocupada com que poderia acontecer.
— Tinha que ser uma Hoffmann, sempre m*l-agradecidos, arrogantes, achando que sabem de tudo! Por vocês, eu não faço mais nada! — esbravejou ela.
— Calma Katherine, tenho certeza de que Louise não quis dizer isso — disse Elliot.
— NÃO! — gritou Katherine.
Katherine agora estava parada na frente de Louise, com a sua face irritada. Em seguida, Louise começou a sentir uma dor imensa em sua cabeça, fazendo com que a mesma caísse no chão, gritando de dor e com as suas mãos em sua cabeça.
— O que está fazendo? — perguntou Louise, com os olhos marejados. — Por favor para.
— Katherine, pare! — exclamou Liam.
Katherine não respondia os pedidos, apenas ficava em pé, olhando fixamente para Louise, que a mesma ainda se mantia no chão.
— Você vai matá-la! — disse Elliot, que o mesmo estava ajoelhado ao lado de Louise.
Anna aproximando-se de Katherine e a chacoalhou, tentando fazer a mesma voltar. Assim que Katherine a olhou, ela parou o feitiço, trazendo alívio para Louise.
— Para com isso — disse Anna.
— Da próxima, eu faço a sua cabeça explodir — disse Katherine, olhando para Louise e em seguida retirando-se da caverna e indo embora.
— Louise, está bem? — perguntou Elliot.
— Minha cabeça — respondeu Louise num tom baixo.
— Parece que Katherine tem muitos poderes, só não sabe como usar — respondeu Noam.
— Não conseguimos abrir os caixões e agora? — perguntou Liam.
— Teremos que convencer Katherine a nos ajudar novamente — respondeu Anna.
— E agora, sem a Louise! — afirmou Noam.
— E depois? — indagou Anna.
— Depois matamos Karl — disse Liam.
Assim que os Green voltaram para casa, os mesmos entraram e sentaram no sofá, tentando descansar.
— Se não fosse Louise, Katherine não teria desistido — disse Liam.
— Infelizmente ela teve que abrir a boca! — falou Noam.
P.O.V. Anna Green.
Estava em meu quarto, pensando no que Liam havia falado, sobre m***r Karl. Estava hesitante em fazer isso, não queria que o feitiço acontecesse.
Levantei-me da cama e retirei-me de casa, saindo pela janela, para que os meus irmãos não me vissem e segui para a casa de Kate.
Ao chegar, desci do carro e caminhei até a porta, batendo na mesma em seguida.
— Olha só quem está aqui e vi que veio sozinha — sorriu Kate.
— Queria pedir-lhe uma coisa — respondi.
— Pois então, o que quer? — perguntou ela.
— O endereço de Karl.
Kate sorriu, debochando da situação. — O endereço de Karl? Para que? Vai ir fazer "coisas" com ele?
— não seja i****a! Pode me mandar logo?
— Tudo bem, aqui está! — disse ela, enviando-me um papel.
— Obrigada.
— Aproveite — sorriu ela.
Revirei os olhos e retirei-me da varanda de Kate. Entrei no carro e segui para a casa de Karl. Ao chegar no mesmo, desci e caminhei até sua porta, a batendo em seguida.
— Anna? — disse Karl surpreso por me ver.
— Podemos conversar?
— Claro, entre — deu-me passagem para entrar.
Assim que entrei, Karl me conduziu até a sala.
— Obrigado.
— Então, o que quer?
— Queria saber se a pedra está segura com você.
— Veio aqui para pegar a pedra? Tem mais pessoas com você? — perguntou ele olhando ao redor.
— Não! Eu só quero saber se você a guardou em um lugar onde ninguém possa achar, nem os meus irmãos e nem os seus.
— Eu não estou entendendo Anna, você está querendo saber o que exatamente?
— Só responda-me!
— Sim, ela está, os seus irmãos e os meus não vão encontrar.
— Ótimo!
— O que está havendo?
— É que... — falei hesitante em terminar. — É que eles querem te m***r, mas eu não quero que você morra — respondi.
— Como? — sorriu Karl confuso.
— Enfim, eu já vou indo.
— Não, espera.
Estava parada em sua frente, sem reação e sem saber o que fazer, pois isso envergonhava-me, principalmente por dizer o que eu sentia.
Karl olhou-me fixo, com um sorriso em seus lábios, em seguida, o mesmo aproximou-se rapidamente e me beijou. Karl me beijava docemente, com uma de suas mãos em minha cintura e a outra no meu rosto. Em seguida, o mesmo parou ofegante.
— Não acredito que vou dizer isso, mas eu amo tanto você — disse ele num tom baixo, com a sua mão ainda no meu rosto, voltando a me beijar em seguida.