Camila A contagem estava sendo feita com aquela precisão burocrática que só a polícia tem. O som das pranchetas riscando papéis era o único barulho que quebrava o silêncio pesado do presídio. Mas, de repente, um dos guardas parou de contar e olhou para a lista novamente. Ele franziu a testa e apontou para o nome do Dexter. “Cadê o Dexter?”, ele perguntou, a voz mais alta, chamando a atenção dos outros. O silêncio na sala ficou ainda mais pesado. Meu coração quase parou. Eu estava escondida ali, no corredor, observando tudo. Vi o guarda revisar a lista, seus olhos se fixando agora no nome do Bocão. Ele também não estava. Droga! Eles fugiram. A sensação de pavor foi instantânea. Eles estavam fora. Não só eles, mas eu também estava em perigo. Eu não era mais a policial disfarçada, a Camila

