Bocão A rotina na cadeia era um labirinto de angústia e monotonia. Eu estava deitado na minha cama de cimento, a mente vagando entre lembranças do morro e os dias de liberdade que pareciam tão distantes. O barulho dos carcereiros ecoava pelo corredor, e eu tentava ignorar as risadas e os gritos, mas a tensão no ar me deixou alerta. Foi então que, do meu lado da cela, ouvi algo que me fez prender a respiração. Dois carcereiros se aproximaram, falando em voz baixa, mas suficientemente alto para que eu pudesse escutar. “Aquele Dexter é um problema. Na última vez que mandamos ele pra solitária, a copeira gritou e ele escapuliu. Mas agora, vamos fazer isso direito. Se a gente matar ele aqui dentro, vai parecer uma rebelião e ninguém vai associar a morte a gente.” Meu coração disparou. Eles

