Extra

2125 Palavras
Alguns anos depois     Desde os seus vinte anos, Chanyeol tinha certeza que quando chegasse aos quarenta, estaria com a carreira bem estruturada, apaixonado, casado. Mas em nenhum de seus sonhos imaginou que seria com Byun Baekhyun.     Quando conheceu o vizinho não tinha pretensão nenhuma de sair de seu relacionamento, não fazia ideia de como relacionamentos de verdade funcionavam e nem o tanto que poderia amar alguém.     Baekhyun o tirou do fundo do poço, ensinou a se amar em primeiro lugar, o ajudou com tudo que era necessário e o mais importante, teve paciência. Sabia que primeiro de tudo precisava descobrir mais sobre si mesmo, entender como a vida funcionava e o que realmente gostava, não era a hora de pular em outro relacionamento, por mais que fosse apaixonado pelo baixinho.     E o Byun esperou por dois longos a anos até que começassem a namorar e mais um até que fossem morar juntos e um outro até o casamento. Sabiam o que queriam, não havia pressa.   Sorria toda vez que lembrava de como foi o pedido de namorado, de como os dois acabaram por comprar alianças para fazer o pedido e aquilo virou uma história engraçada para um dia contar aos filhos, netos e bisnetos. E Baekhyun que não era bobo, também não o deixava esquecer, usando as duas alianças no anelar direito, assim como a aliança de casamento no anelar esquerdo. Sempre que ele tocava seu rosto, lembrava de como havia ocorrido. O pedido de casamento fez questão de fazer, queria o melhor pedido do mundo, por isso chamou o Byun para fazer uma viagem de férias sem pretensão nenhuma, mas era o que queria que o namorado pensasse, pois assim que chegaram em Yonaguni o que encontraram foi um quarto de hotel cheio de pétalas de rosa e o melhor espumante que eles tinham. Fiz o pedido do jeito mais fofo que sua insegurança permitiu e depois fizeram amor por um fim de semana inteiro.  Chanyeol riu e balançou a cabeça, se deu conta que estava há muito tempo dentro do carro divagando sobre os últimos anos de seu casamento, precisava chegar em casa o quanto antes, aquele era o dia de Baekhyun fazer o jantar e ele sempre precisava ajudar as crianças a fingir que gostavam da comida do papai. Com Baekhyun era tudo dividido, as tarefas, os trabalhos, as dificuldades, talvez essa fosse a parte que mais amasse nele, entre tantas outras. Ele era bem sucedido, seguro de si, brilhante e tantos outros adjetivos que talvez tivesse que criar para descrever o Byun. Estacionou na garagem de casa e entrou, sentindo o cheirinho do jantar invadir o ambiente, pelo menos naquela noite Baekhyun não estava tentando fazer nenhum prato experimental que acabaria em pizza. — Boa noite, amor. — entrou na cozinha e foi logo abraçar o corpo mais baixo que o seu por trás, cheirando o pescoço do Byun e depositando um beijo ali, enquanto ele continuava a mexer a panela. — Boa noite, amor. — sorriu abertamente, acariciando o braço em sua cintura — Como foi seu dia? — Como sempre. Muito trabalho, mas como o prometido, nada de trazer trabalho pra casa. E o seu? — continuou a depositar pequenos beijos no pescoço do outro. — Bom, nada de trabalho para casa, mas eu estou cheio dele na cabeça, preciso responder alguns e-mail que estão me deixando nervoso. — mordeu o lábio inferior — Mas não vou ficar, sou muito centrado e calmo, você sabe. — disse rindo e depois desligou o fogo, viando de frente para Chanyeol — Mas tem uma coisa sobre hoje que eu esqueci de comentar... — O que? — perguntou, abraçando o marido mais forte, o beijando novamente — Eu não tinha percebido como eu estava com saudade de você até chegar em casa.  — Seus pais pediram para ficar com os meninos. Então a casa está livre hoje.  — Eles pediram foi? — sorriu e puxou o Byun para mais perto, o levando para a mesa fazendo-o sentar-se nela, ficando entre suas pernas e voltando a beijar o Byun com a mesma volúpia. — Tem certeza que não era você que estava morrendo de saudade desses beijos? — Talvez, mas eles pediram mesmo. — retribuiu o beijo de Chanyeol com a mesma intensidade dele, infiltrando suas mãos por dentro da camisa social de Chanyeol. Quando o Park conheceu Byun lembra de como o, naquela época, vizinho o fez sentir seu corpo esquentar, o fez se sentir bonito e desejado e quando finalmente tiveram um momento a sós Baekhyun lhe deu prazer de uma forma que nunca antes tinha recebido e àquela altura poderia até pensar que fosse por estar se apaixonando por ele que sentiu todas aquelas coisas, mas não era verdade. Ele era realmente um perito em lhe fazer sentir-se especial.  Eles revezaram uma vez ou outra e Baekhyun sempre lhe ensinava como gostava e do que gostava, ao ponto de naquele momento, depois de tantos anos juntos e com uma saudade a flor da pele pelas semanas em que m*l puderam ter um toque mais quente, Chanyeol não precisar de nenhuma dica de o que o marido estava necessitando.  Puxou a blusa que o Byun vestia, que por sinal era sua e desceu seus beijos, pelo pescoço e depois parou para dar atenção as clavículas, não sabia o motivo, mas amava aquele parte do marido. Em seguida desceu para os m*****s, lambendo e chupando a área e por mais que aquele não fosse um local que deixava o advogado duro logo de cara, ele amava quando Chanyeol lhe desse atenção ali, assim como em sua barriga. E foi justamente o que o Park fez, continuando a descer mais e mais, até chegar ao m****o, onde dedicou sua atenção por longos minutos, fazendo Baekhyun gemer alto e sem nenhum puder, afinal estavam sozinhos em casa como a muito tempo não acontecia. Justamente por isso puxou Chanyeol para camisa que ainda vestia e a arrancou, voltando a beijar os lábios dele, precisava tornar aquele momento o mais duradouro possível.  Riu quando o maior o pegou no colo, tentando correr em direção ao quarto, que ficava na parte de baixo da casa, e o beijou novamente, dessa vez mais lentamente. Foi posto na cama e então ajudou o marido a tirar toda a roupa e o puxou para si, beijando-o como se o tempo tivesse parado. Faziam tudo lentamente naquele momento, aproveitando cada toque.  Chanyeol pegou o lubrificante na mesa de cabeceira, passando em seu m****o e trazendo o marido para seu colo, voltando retribuir o beijo. Os olhares se conectaram enquanto Baekhyun sentava lentamente, soltando pela boca o ar que nem lembrava de ter prendido e Chanyeol mais uma vez se deu conta do quanto era fodidamente apaixonado por Byun Baekhyun. Ele parecia uma obra de arte enquanto rebolava lentamente em seu colo. Parou um segundo para analisar sua pele branquinha cheia de pequenas pintinhas, para sentir o cheiro do seu shampoo de morango, o cheiro da sua pele delicada e o quanto ele era macio. Após isso se concentrou nos lábios dele, avermelhados pelas mordidas que dava a cada vez que descia, tentando conter a sua vontade de gemer mais alto. And your heart's against my chest Your lips pressed in my neck I'm falling for your eyes But they don't know me yet And with a feeling I'll forget I'm in love now — Eu te amo. Eu sempre vou te amar. Eu amo você e também sou apaixonado por você, amo cada pedacinho seu. — disse e beijou Baekhyun, apertando o corpo dele contra o seu e o fazendo o menor sorrir. Baekhyun encostou as testas, ficando de olhos fechados e rebolando mais rápido, sentindo o outro apertar seu corpo contra o dele.  O Park acariciou as coxas do marido e subiu para a b***a e apertou com força, começando a fazer os movimentos junto a Baekhyun, o fazendo gemer mais alto. E antes que chagassem ao seu ápice, trocar mais um beijo apaixonado e intenso.  — Eu também te amo e como eu amo. — disse sorrindo, segurando o rosto do Park em suas mãos, como sempre fazia — Eu nunca amei e nem nunca vou amar alguém como eu amo você. — Eu nunca vou amar alguém como eu amo você. — sorriu e retribuiu o beijo do amado, deitando-se na cama com ele, sabia que aquela noite quente havia acabado de começar. (...) Chung-Ae e Chung-Hee eram gêmeos e seus filhos. Baekhyun os conheceu no tribunal, na época eram bebezinhos de menos de um ano, estavam no início do relacionamento por assim dizer, tinham começado a morar juntos fazia apenas alguns meses. Naquela época o mais velho ainda levava trabalho para casa e o Byun chegou desolado, mostrando o caso para Chanyeol, mesmo que isso fosse muito errado, não conseguiu guardar para si. Odiava quando pegava casos familiares, não era sua área, mas um amigo havia lhe pedido aquele favor e não pode negar, depois de aceitar foi que perceber o porque era tão difícil.  Era um caso de negligência extremo com os dois bebês que estavam vivendo em condições deploráveis por conta de pais que não queriam ser pais e provavelmente eram usuários de drogas. Aquele dois bebês já estavam com uma assistente social e seriam colocado no sistema assim que o caso terminasse, afinal, era mais do que óbvio que os pais não conseguiriam a guarda novamente, e em lares adotivos, separados, teriam uma vida ainda mais triste.  Chanyeol abraçou Baekhyun, acariciando seus braços e lhe deu a ideia de adotar aqueles dois bebês. Não poderia fazer isso com todas as crianças que passavam necessidade, mas formar uma família não era uma ideia que havia surgido naquele momento, já tinham pensado nisso anteriormente e seria um bom momento, se conheciam há anos e tinham certeza que ficaram juntos até o fim.  E foi o que acabaram por fazer, tomando a melhor decisão de suas vidas. — Papai! Papai! — girou Chung-Ae, entrando correndo pela casa com um de seus desenhos em mãos. — Oi, minha princesa. Como foi na casa da vovó e do vovô? — perguntou rindo e pegou a pequena, que já tinha seus oito anos, no colo. Baekhyun entrou com Chung-Hee e riu.  — Ninguém me obedece nessa casa, eu disse para não entrar correndo.  — Foi incrível na casa do vovô e da vovó. Sabia que eles agora plantam tudo que comem? E eu não ser vegetariana. m***r bichinhos é errado. — disse com bico, mostrando o desenho da familia sendo cada um hortaliça. Chanyeol era um brócolis e Baekhyun uma cenoura, mas seu irmão, por alguma razão era um girassol. — E por que nos desenhou como plantas? — Porque somos saudáveis. E eu perguntei como o Hee queria ser e ele disse que queria ser um girassol, então eu fiz. — sorriu toda fofa e Chanyeol não aguentou, dando vários beijinhos nas bochechas da filha e depois a colocou no chão. — Vamos pensar em refeições vegetarianas para você. — Obrigada, papai.  — Agora banho e fazer a lição de casa. — disse Baekhyun, vendo as duas crianças subirem as escadas correndo — E sem correr! — negou com a cabeça. — Já disse para você o quanto é um brócolis lindo hoje? —perguntou rindo, beijando o marido. — Ainda não e eu devo dizer que você é uma cenoura incrível. — riu, retribuindo o beijo — Será que essa fase dura mais de uma semana? — Vamos ver. Ela ter a personalidade forte, gosto disso.  — Eu não acredito Byun Baekhyun que já ousou me fazer acreditar que seriamos apenas parceiros de academia. — Você acreditou porque quis, desde que te vi pelado pela minha janela, hmm — suspirou e sorriu — eu sempre disse que tinha segunda intenções com você, só esperei até que estivesse pronto. — Obrigado por ter esperado por mim, por esperar eu me tornar o homem que você merecia.  — Obrigado por querer dividir isso comigo e ter se tornado meu parceiro de vida. — Eu te amo, Byun Baekhyun. — sorriu e beijou o marido. — PAI! A AE QUER PEGAR MEU PATINHO PRA TOMAR BANHO! — gritou do andar de cima, indignado, fazendo Byun rir. — Vá fazer o jantar, Senhor Park, vou cuidar dos nossos filhos. Chanyeol sorriu e ficou vendo Baekhyun subir as escadas dando sermão nos filhos. Cerca de dez anos atrás não se imaginaria naquela situação. Talvez se nunc tivesse conhecido Baekhyun, tivesse trancado dentro de casa, fazendo o jantar e vivendo sob os caprichos de Yifan, mas graças a um deslize em frente ao espelho, havia o conhecido e tudo mudou a partir daquele momento.
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