-Príncipe- Lamar apareceu ao lado de Bailey- Acabei de saber da confusão, está bem?
-Sim, não precise se preocupar.
- Eu estava lá fora buscando o carro, por isso não pude correr para ajudá-lo.
- Já está tudo sob controle Lamar, só por favor peça para que a segurança tenha cuidado para que Apollo fique longe de nós.
- Tudo bem Princesa. O carro já está pronto, precisam ir logo
- Já estamos indo, obrigado.
Os convidados seriam mantidos no salão até um pouco mais tarde, enquanto os noivos teriam um tempo a sós no lugar onde aconteceria a festa noturna. A comemoração seria simples, apenas para os pais e irmãos dos dois, e alguns amigos, que por sinal eram apenas os conselheiros das famílias.
Os dois caminharam cercados de seguranças até o lado de fora do salão, onde nada menos que uma Ferrari os esperava. O carro era branco e conversível, dando destaque para o estofado vermelho nos bancos e para as latinhas junto a placa de recém casados presa na parte traseira, o que fez a loira soltar uma risada baixa.
Bailey abriu a porta para que ela entrasse e foi até o banco do motorista, dando partida em seguida.
O barulho das latas parecia insuportável, o que fez Joalin revirar os olhos e se esforçar para acenar para o público e fotógrafos fora dos muros do castelo.
A última e mais esperada parte das comemorações do casamento aconteceria em uma boate luxuosa da capital britânica. A multidão de súditos que rondava o lugar entregava que o endereço da festa não era mais um segredo.
Por sorte, o Palácio, a casa noturna e o hotel onde passariam a noite de núpcias ficavam próximos e o trajeto era rápido.
Os gritos pareceram ensurdecedores quando May desceu do carro e abriu a porta para sua esposa. Ela entrelaçou seus dedos com os dele e caminharam até a entrada do clube.
Bailey foi ensinado durante toda sua vida que quando se casasse, não poderia demonstrar afeto, toques em público. A verdade é que os relacionamentos dentro de um reino não eram avassaladores e cheios de faíscas, então o meio filipino esperou por toda sua vida por um matrimônio estável e romântico, completamente lotado de amor.
O que ele recebeu foi bem diferente, um casamento guiado pela atração, s**o e onde ainda precisariam desenvolver um amor. Mas cheio de chamas e expectativas.
De repente o que ele sempre sonhou pareceu frio, sem graça. Em um estalar de dedos a vida que ele desejou por anos não era mais o que ele queria, e graças aos céus a realidade estava sendo muito melhor.
Ele parecia não ligar mais para os toques, com as demonstrações de afeto ou que o público conhecesse um lado seu que nunca esteve exposto. Bailey estava preso em Joalin de uma forma tão surreal que abriria mão de tudo por ela, ele não se importava mais em se entregar as aventuras da finlandesa, toda a mídia, pressão e Reino eram muito pequenos perto do que eles estavam construindo.
A decoração era fantástica, a Loukamaa sorriu animada vendo a boate preparada apenas para eles, para um festa tão particular.
A mistura de luzes que tomava conta do lugar era exuberante, o ambiente era sexy, quente e feliz.
- Não saio daqui até ver sua mãe dançando- ela gargalhou imaginando sua sogra ao som da batida eletrônica.
-Acho melhor não se animar muito- ele parou no centro da pista de dança e girou, observando todo o salão.
-JOALIN- Krystian gritou do segundo andar assustando os dois, ela ao menos sabia que seu conselheiro estaria ali- Hora da troca de roupa, venha.
-E o que eu faço enquanto isso?- o príncipe pareceu confuso e entediado
-Contando que fique bem longe do quarto de Joalin, o que quiser- o chinês disse, como sempre com seu humor ácido e chamou a loira com as mãos.
-Eles não devem demorar para chegar- ela disse ao marido, antes de sumir de vista escada a cima.
Krystian empurrou Joalin para dentro do quarto, não teriam muito tempo.
A maquiagem foi escurecida, os cabelos foram soltos e o vestido doce e sexy deu lugar a um mais ousado, ela estava pronta para a festa.
A música que vinha do andar de baixo era quase insurdecedora quando a futura rainha finalmente estava pronta.
O vestido leve e sexy praticamente ganhou coloração neon quando exposto as luzes negras e coloridas no topo da escada. A música diminuiu e Joalin conseguiu localizar todas as pessoas verdadeiramente importantes para ela no andar debaixo.
Ali não estavam primos distantes, pessoas convidadas por conveniência ou outras famílias reais. Aquela era sua família, parte dela no entanto, acabara de ser incluída em sua vida.
E além disso, todos naquela boate sabiam que aquele casamento não se passava de uma armação.
Seria o motivo perfeito para a noiva beber até não aguentar o peso do próprio corpo?
Ela desceu a escada em passos rápidos, tentando evitar mais uma das cenas cinematográficas, o que não adiantou muito.
Bailey ergueu a mão e a ajudou a descer o último degrau
-Acho que aqui não precisamos fingir, Bailey. Aproveite a festa, provavelmente é a última que não vai ser uma farsa- o inglês engoliu o fora e permaneceu quieto, um pouco irritado.
Ele seguiu a princesa rebelde até o balcão do bar, a parando antes que ela abraçasse mais uma garrafa de tequila, como fez na noite de ano novo.
- Você não vai beber- May anunciou com autoridade, encarou o barman deixando claro que a restrição era uma ordem e a puxou para longe do lugar, em um canto um pouco afastado da pista de dança.
-Quem você acha que é para me impedir de beber? Não é porque tem a d***a de uma aliança na minha mão que irei te obedecer- ela tentou iniciar uma briga, aumentando o tom de voz mas tudo o que conseguiu tirar do moreno foi uma revirada de olhos.
-Mas que m***a Joalin- ele disse baixo, mas para si mesmo do que para a loira enfurecida- Você não vai beber uma gota de álcool essa noite, não vai beber porque eu estou esperando desde que aquele almoço começou para t*****r com você e eu sei que você também, mas se não deixei que acontecesse na hora que você quis para ser especial, não vou deixar que fique bêbada para que amanhã só eu me lembre de nossa noite de núpcias, ou pior, para te fazer esperar por mais 24 horas
-A