***Capítulo 7***
CROW RICCI NARRANDO
Balancei a cabeça negativamente, não acredito que já pedi desculpas a ela, que merda, que merda. Ela carregou minha filha no colo fazendo-a calar, como ela faz isso? Muitas babás tentaram e não conseguiram, apenas ela conseguiu manter Yasmin calma.
- Vamos, tenho um dia longo.
Ela falou como se eu não tivesse um dia longo de trabalho, lentamente, nós saímos da casa principal indo para a garagem.
- Não esqueça a cadeirinha.
O quê?
- Você nunca saiu com sua filha?
Ela perguntou em choque.
- Eu deveria? Isso não é importante.
Ela franziu o cenho como se quisesse me bater, é realmente importante levar a cadeirinha?
- Eu vou buscar, senhor.
Frank falou, mas, Cristal o fuzilou fazendo com que ele fique onde está, essa mulher é mandona. Rapidamente voltei para sala.
- Senhor, porque voltou?
Perguntou Ju preocupada.
- Esqueci a cadeirinha.
Murmurei.
- É função da babá.
- Yasmin está chorando, então vim pegar.
Minto, pego a cadeirinha e a mochila dela, voltei rapidamente para a garagem, precisamos nos apressar ou vou chegar tarde no trabalho.
- Qual é o hospital que Yasmin mantém suas consultas?
Ela perguntou e eu fiquei confuso, não faço ideia, ela deu um longo suspiro antes de acenar para Frank.
- Vou perguntar ao Carrie.
Frank respondeu suavemente, enquanto ele tira o carro da garagem, mantém uma conversa calma com Carrie, o outro segurança para nos informar onde Yasmin faz as consultas.
- Senhor.
Frank murmurou, levantei os olhos e ele balançou a cabeça negativamente, o que eu faço?
- Leve-nos a uma clínica privada.
Falei mantendo a calma, Cristal não fez nenhum som, ou tentou puxar assunto, ela simplesmente fingiu que não existimos, chegamos numa clínica minutos depois, ela desceu do carro e foi embora.
- Acho que ela está muito irritada.
- Ela só sabe ficar irritada desde que chegou.
Eu murmurei descendo do carro, em passos lentos fui até a recepção, elas não estavam, então optei por pedir informações sobre a pediatria, levei alguns minutos para chegar, elas estavam na recepção enquanto a recepcionista preenchia a papelada.
- Vou encaminhá-los imediatamente para uma doutora.
Ela ficou em pé e a seguimos para o consultório.
- O que temos aqui?
Ela pegou Yasmin que começou a chorar.
- Está tudo bem, princesa, eu sou uma médica, cuido de crianças pequenas como você.
Yasmin a olhou com curiosidade.
- Vamos tirar a roupa?
Eu olhei atentamente, ela tirou suas roupas e olhou para seu corpo, a colocou numa balança, depois mediu sua altura, enquanto ela falava uma enfermeira preenchia um papel.
- Ela é muito quieta, não senta nem gatinha.
Cristal descreveu sua preocupação.
- Sempre foi assim desde o nascimento?
A médica perguntou.
- Cheguei ontem na casa, não tenho conhecimento do histórico familiar.
Ela esclareceu.
- Você é a babá? Pensei que fosse a mãe da criança.
Ela riu.
- Se eu fosse a mãe da criança, o pai estaria morto neste momento.
Levantei uma sobrancelha processando suas palavras.
- Você está chateada comigo?
Eu perguntei quebrado o silêncio.
- Como se explica um homem tão rico como você, não controle a saúde da sua filha?
Ela levantou o tom de voz.
- Eu tenho empregados para isso.
- Empregados? Seus empregados desleixaram sua filha.
Ela apontou o dedo bem na minha cara.
- Não me falte com o respeito.
Falei irritado.
- Respeito? Ainda não soquei sua cara para perder o respeito e não falta muito.
- Você não pode me bater.
- Eu sou baixinha, mas, sou boa de briga.
Ela puxou minha gravata surpreendendo com sua atitude, Frank rapidamente a puxou para o lado.
- Você está demitida.
Eu gritei e ela começou a rir.
- Com muito prazer.
Ela pegou sua bolsa e saiu do consultório, o quê? Ela está indo mesmo embora? Ela quase me agrediu.
- Senhor, ela está indo embora.
Frank murmurou com urgência.
- Eu não vou atrás dela.
- Outra noite sem dormir.
Frank lembrou-me, olhei para minha filha que estava sendo vestida, depois imaginei gritos noturnos, saio apressadamente do consultório, o elevador, corro para o elevador à medida que meu celular começou a tocar.
- Jackson é um péssimo momento, preciso encontrar a babá.
Encerrei a ligação, rapidamente eu saí do elevador correndo indo para saída da clínica, olhei para todos os lados, onde ela está? Onde ela está? Ponto de táxi, rapidamente corro para o ponto de táxi.
- Cristal.
Eu gritei antes que ela entre no táxi, ela olhou para trás visivelmente irritada, ela estava falando ao telefone, talvez para informar a agência sobre minha decisão.
- O que você quer?
Ela tirou o telefone da orelha. Abro a carteira, tirei duas notas de 100 dólares e entreguei ao motorista.
- Nós sentimos muito.
Informei a ele, o táxi saiu de fininho deixando-nos no ponto de táxi.
- Eu estava nervoso, não quis demiti-la.
Falei devagar.
- Acabei de informar a agência sobre sua decisão.
- Depois, me entendo com a Rosa Cliss, minha filha precisa de atenção.
Murmurei tentando me desculpar.
- Sua filha precisa de mais que minha ajuda.
Ela passou por me furiosa, ao menos ela está voltando ao hospital, isso é bom. Eu a segui lentamente enquanto voltamos para o hospital, quando entramos no consultório Yasmin estava chorando, Cristal a segurou nos seus braços e ela calou. Que mágica essa mulher usa nela?
- Solicitei exames de sangue e irei dar uma injeção nela de prevenção de doenças.
Eu assenti, elas começaram a iniciar os procedimentos quando finalmente terminaram, eu fui para meu local de trabalho.
- Chefe, o senhor está atrasado.
Jackson informou seguindo-me até a sala de reuniões, quando entrei na sala todos os presentes ficaram em pé.
- Bom dia, desculpe a demora, podemos iniciar a reunião.
Eu me sentei no meu lugar, foram mais de 4 horas discutindo problemas internos da empresa, foram sugeridas algumas recomendações e medidas de prevenção.
Eu estava sentado no sofá comendo o almoço, meu estômago estava fazendo um barulho especial de fome, ontem não jantei, saí sem comer, o que fez com que meu estômago fizesse um barulho especial.
Meu telefone começou a tocar, sem olhar na tela, atendo.
- Senhor, Ricci.
- Rosa Cliss, que bela babá você me enviou.
Ela sorriu por detrás da linha.
- Você pediu uma, eu te dei.
- Você me deu uma fera impaciente.
Reclamei.
- A fera impaciente quer um aumento salarial.
Franzi o cenho.
- Pago 75mil a agência, creio que podem muito bem dar-lhe um aumento.
Eles estão ficando loucos.
- Eu dei um aumento, depois da sua birra matinal, ela exigiu um aumento, o que não posso dar sem me quebrar.
- Faremos assim, eu pago 50 mil comissão mensais e o salário dela irei negociar diretamente com ela.
- Ela é minha melhor babá, muito concorrida, formação psicologia infantil, não vou simplesmente vender meu bolo por tão pouco.
- Ela é defeituosa.
Reclamei.
- Você entenderá mais tarde suas ações, agradeça por Cristal ter aceito trabalhar para ti.
- 60 mil.
- Você é sempre generoso, deixo isso com você.
Ela encerrou a ligação, essa babá está me custando caro, terminei de comer, depois voltei ao trabalho, cheguei em casa às 5h da tarde, eu estava exausto, parei na hall notando o silêncio da casa, quando invadi a sala, ouço barulho dos latidos no jardim, rapidamente, segui os latidos para encontrar minha filha sentada no relvado, tentando brincar com o cachorro de pequeno porte.
- Senhor.
Ju aproximou-se.
- Como ela se comportou?
Eu questionei.
- Elas chegaram a pouco tempo, a babá está preparando o jantar da Yasmin.
- A pouco tempo?
Eu questionei curioso.
- Sim, foram às compras, depois passaram o dia no parque, voltaram o cachorro.
Elas tiveram um dia cheio.
- Crow.
Essa é a voz da Érica, o que ela está fazendo aqui? Caminhei até a sala, ela estava parada olhando para Tv ligada.
- O que está fazendo aqui?
Perguntei suavemente.
- Visitar meu namorado, que pergunta é essa?
Ela olhou para os lados?
- Cadê a nova babá?
Claro, ela veio por isso.