Capítulo 25

1289 Palavras

PESADELO Andava pelas ruas da favela, sentindo os olhares dos moradores cravados em mim. Era como se o medo deles fosse uma sombra, sempre presente. O sangue de Deco ainda manchava minha camisa, lembrando a todos o que acontece com traidores. Os sussurros e olhares nervosos me cercavam, mas eu seguia em frente. Era bom que soubessem o que esperar em caso de virem com trairagem. A favela estava quieta. As luzes fracas iluminavam as vielas, e o som distante de música se misturava com o murmúrio das conversas baixas. Eu sabia que minha presença ali era uma mensagem clara: ninguém mexe com a organização e sai impune. Cheguei ao carro e abri a porta, pronto pra ir embora. Foi quando ouvi a voz de Larissa. — Ei, Pesadelo! — ela chamou, se aproximando com um olhar sugestivo. — Ouvi dizer que

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