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1212 Palavras

AMÉLIA Já estava claro lá fora quando eu abri os olhos, me espreguiçando. Eu sentia os braços fortes do Arthur envolvendo a minha cintura enquanto estávamos de conchinha. A respiração quente e com um pequeno ronco roçava suavemente meu ouvido, enquanto ele parecia dormir serenamente. Bem o contrário do que era quando estava acordado, com certeza. Tentando me soltar suavemente do seu abraço, Arthur intensificou o aperto em minha cintura e sussurrou em meu ouvido: — Pra onde você pensa que vai? Sua voz rouca e próxima da minha orelha me fez prender o ar. Quando ele abriu os olhos e me viu, abriu um sorriso. — Tá achando mesmo que vai fugir de novo? — Ele quebrou o silêncio. — Eu só ia me virar. — Respondi, tentando esconder minha timidez e sentindo meu rosto esquentar sob seu olhar. —

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