ANNA JÚLIA Eu entrei naquela quarto, e lá estava ele... jogado nos colchões com a cara enfiada nos travesseiros. Estava claro que ele não queria falar com ninguém, mas eu era uma pessoa insistente. Sou até hoje, mas minha determinação foi se perdendo aos poucos com a calmaria da minha vida. - Du... - eu disse me sentando ao lado dele, toquei dele as costas dele e ele permaneceu inerte - Du... - eu chamei de novo e ele não se virou mesmo assim - Vou ficar aqui te chamando até você pelo menos olhar para mim, e eu não desisto, esqueceu disso? - Eu sei que não - disse seco, mas continuou virado, como um menino mimado. - Vira para falar comigo Eduardo, precisamos conversar sobre o que você acha que viu... ou pensou que sentiu. Agora sim ele se levantou - Eu odeio que você me chame d

